artificial. Só apreciava o ar natural. Inspirou fundo, voltando o olhar algo distante para Seth quando lhe ouviu a voz dizendo que não parecia bem.* Não é nada. *Murmurou, estendendo uma mão e tocando a dele carinhosamente.* Pequenas mazelas deste corpo mortal. *Sorriu, os olhos deixando a expressão distante e brilhando vivamente.* Aceito-as de bom grado, porque são sinal de que nossa prole está viva dentro de mim. *Depois dessa explicação, a deusa se calou novamente para ouvir o que ele tinha a dizer sobre Bastet. Sabiamente, preferiu não comentar. Falaria sobre isso mais tarde, se ele quisesse. Pousou de forma carinhosa a mão sobre o ventre ainda liso, onde aquela pequena vida se desenvolvia, quando Seth mencionou o fruto de seu amor.* Sim, agora, eu estou certa de que seu amor por mim é sincero. *Comentou, sorrindo brevemente. Novamente
(10:25:41) §Ísis§ fala para Seth.: se calou, quando ele fez aquele comentário enigmático.* Não quero o mundo. *Respondeu, tranquilamente.* Só o bastante dele para vivermos felizes. Você se surpreenderia com quão pouco é necessário para isso. *Estendeu uma mão e acariciou a nuca de Seth com as unhas.* Mas a parte de ficarmos ocultos aos olhos dos inimigos me interessa. Como pretende alcançar esse objetivo? *Após a pergunta, calou-se de vez, apenas esperando que ele lhe dissesse o que tinha em mente.*
(10:36:52) Seth. fala para Seth.: *Apenas os deuses mais velhos têm acesso a Rá. Ele não se senta no trono dourado de seu Palácio, pois quem detém o domínio do Sobremundo é Hórus, seu bisneto. O deus tem dois braços: Sekhmet e Maât. Mas agora, ele está sozinho. Sob a forma de um velho barbudo, curva-se sobre a Esfera do Mundo, curioso. As portas azuladas se abrem violentamente, mas o velho caolho não se volta para Ptah. Limita-se a dizer.* De todos os deuses anciões, você é sem dúvida o mais ausente, meu amigo. Há aflição em seu coração. *Ptah se inclinou respeitosamente, evitando encarar o único olho de Rá. Não sabia exatamente porque o deus do Sol optava em receber as pessoas como um velho decrépito se podia exibir seu esplendor. Mas havia muitas coisas que ele não compreendia e a eternidade não parecia ser suficiente para compreendê-las.* Rá. Os neteru primordiais estão agitados. Há instabilidade no governo de Hórus e deuses confabulam às escondidas para derrubá-lo. E agora... Bastet encerrou o trânsito indefinidamente entre os...
(10:37:34) Seth. fala para Seth.: planos. Somente o Juiz consegue passar por conta da dádiva do Julgamento. O que devo dizer para confortar o coração dos neteru primordiais? Para que o possam fazê-lo, também, confortando os neteru geradores? *Rá ascendeu um cachimbo feito de um material que se assemelhava à madeira do oeste, e pitou por alguns segundos, em silêncio. Ptah permaneceu calado, apreensivo, até ouvir do deus do sol.* Diga que devem confiar nas leis primeiras e no governo de Hórus. *Ptah aguardou por mais alguns instantes. Imaginava que Rá diria mais alguma coisa, já que só aquilo não seria o suficiente para conter o ânimo de deuses mais exaltados, como Toth e Chu.* Ahn... imagino que o senhor saiba que não somente Seth e Ísis permanecem na Terra. Uma dezena de neteru de segunda, terceira e quarta geração ainda estão por lá. Grande Rá, se eles souberem do ocorrido e se rebelarem contra Hórus, Seth terá muitos aliados. *Rá começou.* Não foi Hórus quem fechou as passagens... *E Ptah o interrompeu.* Mas eles não sabem! O que vão...
(10:37:52) Seth. fala para Seth.: pensar quando perceberem que foram trancados pelo lado de fora? Vão imaginar que Hórus permitiu que Bastet trancasse todos ali, como se exilados fossem. Precisamos fazer alguma coisa. Seth está preparando seus exércitos há cinco mil anos e há alguns dias pudemos ouvi-lo em sua fúria. *Ptah falava apressadamente e, se precisasse respirar, não o teria feito. Rá apenas fumava o seu cachimbo, distraidamente.* Ptah, você teme Seth? *A resposta foi uma sincera negativa: Seth jamais poderia tocar Rá, Ptah ou qualquer outre deus de geração superior à dele.* Pois bem, meu bom Ptah. Seth está enfraquecido. Perdido. Mesmo que todos os deuses que se achem junto com ele o ajudassem, ele seria derrotado. E sabe por quê? Porque todos os neteru da geração de Seth e até alguns dos geradores o temem. E depois de ajudá-lo, vão conspirar contra ele. A sina de Seth é a destruição e isso implica sua própria destruição. *Ptah permaneceu calado. Confiava cegamente no juízo de Rá para articular-se contrariamente. Esperou que o deus..
(10:38:12) Seth. fala para Seth.: solar concluísse para só então dizer.* Seth não pode perder. A profecia deve concretizar-se. Se a Destruição está enfraquecida, a ascensão da Luz desequilibrará o universo... *Uma voz feminina, que exarava sensualidade mesmo em cada sílaba ponderamente pronunciada, soou no hall de Rá. Ptah se voltou para completar Maât, a deusa cujos cabelos negros presos por um cordão dourado e os olhos verdes derretiam o coração de um bocado de deuses do panteão.* Tudo se equilibra e se harmoniza, Ptah. Disto cuido eu. Se a destruição pesa menos na balança, em breve ela pesará mais. *Rá assentiu.* A felina moveu a balança. A felina moverá novamente a balança. *As cabeças se voltaram, todas elas, para a enorme estátua de uma mulher com cabeça de leoa. Maât sorriu.* A Harmonia deve ser preservada... *A trombeta soou por três vezes antes que os 150 mil homens, cada um com uma enorme máscara de falcão, se virassem para a direita. Cada passo ritmado pelo tambor da marcha do Exército de Hórus fazia a terra tremer. E essa era...
(10:38:25) Seth. fala para Seth.: apenas uma bateria das que compunham a infantaria de Hórus. Da janela do palácio e cercado pela Corte do deus Falcão, o Conselheiro-mor produziu os últimos relatórios do dia acerca dos exercícios militares no sobremundo. O Real Escriba entrou no gabinete do Conselheiro-mor esbaforido.* Bastet está nos domínios de Anubis...! O grande deus falcão, Senhor dessas terras, vai enviar uma missão diplomática para o Submundo, domínios do grande Anubis, exigindo uma manifestação de Bastet. Se houver atrito, nosso exército deve estar pronto. *Um burburinho se fez. Duvidava-se muito que Anubis fosse louco o suficiente para declarar guerra ou rejeitar um pedido de Hórus. Fazê-lo era declarar guerra a todos os outros deuses e manifestar a vontade de lutar ao lado de Seth. De qualquer modo e por via das dúvidas, o Conselheiro-mor deu de ombros.* O exército está sempre pronto. Diga ao Rei Falcão que temos 32 baterias com 150 mil homens para combater os Anubites, caso a guerra seja iminente. Mas não seja tolo, Escriba. Não...
(10:38:40) Seth. fala para Seth.: haverá guerra. *De fato, não haveria. Hórus não desejava a destruição de Anubis, tampouco. Mas como não podia exercer seu poder nos domínios do Juiz, tratou de enviar uma missiva exigindo uma explicação acerca da atitude de Bastet. Era o que, afinal, todos os deuses esperavam.* [...] *A quase 200km, o Bugatti Veyron não parecia em movimento. Aquilo, sim, era um veículo adequado aos propósitos de Seth. Imaginava se um ou dois dispositivos bélicos poderiam incrementar o carro. Cuidaria para que acontecesse, embora fosse ouvir um "não" dos engenheiros alemães e consequente notícia de falecimento desses mesmos engenheiros. Existiam alguns problemas de ordem administrativa, por assim dizer, que ainda deveriam ser sanadas. Havia a questão da logística das armas, o transporte de armas nucleares do Irã e da Coréia do Norte e a discussão com o chefe dos movimentos armados da Ásia Menor. Eram todas preocupações grandiosas, é verdade, e ainda havia a questão da Kalyptra, que fora delegada o Sétimo Chacal. Seth...
(10:38:51) Seth. fala para Seth.: ignorava os eventos ocorridos e a ocorrer ainda no plano divino, mas imaginava que o eco de seu poder naquele plano houvesse resultado em certa... agitação.* Ouvir a sua voz doce, meu amor, acalma meu coração e me propicia grande felicidade. Espero que nossa cria seja poderosa e benevolente como você é. *Acalmava mesmo o coração de Seth a presença de Ísis. E isso, para ele, não era bom, embora achasse que fosse. Desestabilizava-o, tornava-o mais fraco. A balança, como já preconizara Maât, estava desequilibrada.* Ao chegar em Houston, eu imprimirei na tua Alma a minha própria Alma e os olhos dos meus inimigos não mais poderão vê-la. *Referia-se, por certo, a um ritual antigo e praticado no antigo Egito pelos altos sacerdotes de Rá. Em silêncio e com um sorriso no rosto, Seth acariciou a coxa de Ísis e pisou fundo no acelerador até Houston.*
(10:53:44) §Ísis§ fala para Todos: *Ísis, assim como Seth, não estava ciente do que acontecia no plano de que haviam sido afastados por obra de Bastet. Sequer sabia, ainda, que estavam afastados do plano, embora estranhasse a falta de contato de Hórus. Concluiu que seu filho devia estar muito ocupado em cuidar dos interesses do Sobremundo, e não se incomodou com isso. No momento, a deusa encontrava-se totalmente concentrada naquilo que formava sua essência - a família. E a família, no momento, se resumia a Seth e a sua prole. Respirou fundo, acariciando o recanto onde seu filho se encontrava seguramente guardado. Olhou brevemente para fora, para a estrada que passava velozmente diante de seus olhos escuros, delineados em negro. Guardou silêncio por alguns minutos, pensativa. Estava pensando em Seth, embora não olhasse para ele. Não precisava olhá-lo para vê-lo dentro de si. Estava preocupada com o equilíbrio do amado. Parecia que toda a calma que ele mantinha em sua presença era compensada em forma de fúria quando não estava perto dele para
(10:53:48) §Ísis§ fala para Todos: mantê-lo em equilíbrio, e isso a preocupava muito. Suspirou, recostando-se no banco do passageiro e fechando os olhos.* Espero que tudo dê certo, e nossa cria venha ao mundo. *Murmurou, algo sombriamente. Continuou de olhos fechados enquanto o consorte delineava seus planos.* Confio em você, meu amado. Se você pensa que assim teremos paz, então que assim seja. *Concordou, encostando a cabeça ao vidro em seguida a essas palavras. Sentia-se esgotada, mas não queria fazer queixas que deixassem Seth ainda mais preocupado. Sabia que era de vital importância que ele se concentrasse nas missões que havia assumido.*
(10:56:47) Anúbis fala para Todos: *Anúbis já estava acordado a pelo menos meia hora, deitado na cama, o lençol de seda branca lhe cobrindo o corpo cor de cobre da cintura para baixo. Estava de barriga para cima, encarando o teto negro, as divisões das rochas que formavam a tão magestosa e quase impenetravel piramide negra que se formava exatamente no meio do Submundo, local onde era a moradia de Anúbis. Tinha um dos braços jogados para o lado - este recebendo Bastet, que dormia sobre seu peito, e o outro dobrado atrás da cabeça. Até que batidas leves, não muito altas, mas definitivamente nervosas por sua insistencia, soaram na porta do quarto. Anúbis suspirou, esgueirando-se para fora da cama, tentando manter Bastet ainda em seu sono. Vestiu a cabeça de Chacal, que de maneira tão estranha se tornava sua própria cabeça após vestida, e esperou um segundo até que tudo se tivesse adaptado a mesma. Vestiu novamente o pano tipicamente egipcio que usava para lhe cobrir as coxas, e se aproximou da porta, a abrindo apenas para que seus olhos de
(10:57:05) Anúbis fala para Todos: Chacal se fixassem na bela mulher egipcia ali parada, uma das servas. Ela fez uma reverencia, mas falava olhando para baixo. "Desculpe vir tirar-lhe de seu sono, senhor... Mas uma missiva gigantesca de Hórus está parada na entrada do submundo, exigindo explicações de Bastet...". Anúbis não disse nada. Foi como se já esperasse aquilo. Olhou para trás por um momento, buscando conferir o sono da consorte, e então, virou-se novamente para a serva. * - Avise-lhes que Bastet está cansada, mas que lhes explicarei tudo. *Não queria, na verdade. Sentia-se um tanto preguiçoso, aquela manhã, e também porque geralmente não tinha muita paciencia para lidar com missivas e servos de outros Deuses. Considerava tão mais correto que os dialogos fossem feitos diretamente entre eles. Mas, de qualquer forma, estava no lucro. Haviam lhe dado o outro outro dia inteiro, pelo menos.*
(11:14:29) Bastet. fala para Todos: *A felina, esticava-se na grande cama, como uma boa e preguiçosa gata, uma das mãos envoltas em Anúbis, na altura de seu peito, repousada com delicadeza, a cabeça apoiada em seu braço, próxima aos ombros. Dormia o sono dos justos, após tão fatigante trabalho de por fim as passagens entre os planos. Quando Sekhmet foi citada, tão longe e tão distante dos sonhos de Bastet a felina sentiu um arrepio subir-lhe a espinha, a mão apertou-se no peito de Anúbis, então o cenho franzia-se como se tivesse tendo um sonho ruim, tirando isso, nada mais pareceu acontecer de anormal a Deusa-Gato, que mesmo após a saída de seu consorte dos lençóis, permaneceu em sono profundo.* ... * "- Bastet...? " A mulher se virou para o grande espelho que cobria toda a parece, se virou para a imagem da mulher-leoa à sua frente, se virou e sorriu. "- Sekhmet." disse-lhe a gata, a leoa também esboçou um sorriso fraco. "- Faz tempo, Bastet." disse-lhe a leoa enquanto andava de um lado para o outro, a gata também se movia. "- Sim, faz.".
(11:14:58) Bastet. fala para Todos: A gata observava atentamente a leoa, que em dado momento virou-se para ela, fechando os punhos furiosa. "- Você foi genial, Bastet, genial! Mas lhe falta tato... Lhe falta coragem para ir mais longe. Deixe-me ir... Bastet... Deixe-me fazer o que te falta!" Bastet sorriu, levando uma das mãos ao peito, como se tocasse o coração. "- Rá te invocou, Sekhmet?" e a leoa arreganhou um sorriso, exibindo suas presas grossas e animalescas. "- Você sabe a resposta, Bastet." e a gata assentiu com a cabeça.* ... *Quando Anúbis olhou para trás, quando olhou sua consorte sob a cama, pode ver seu corpo erguer-se de leve, seus olhos felinos abrirem-se em contemplação, e ela lhe sorriu, aquele sorriu doce, mas aquele sorriso que carregava algo mais, algo que... Que ele não compreendia.* - Se Hórus me quer.... Hórus me terá. *Tombou a cabeça para o lado, como se estivesse pensando em algo mais e então virou-se na cama, para tocar o chão com os pés, o lençol deslizou pelas suas curvas enquanto ela movia-se para a cabeça de gato*
(11:17:04) Seth. fala para Todos: *Era um rapaz que aparentava ter cerca de 17 anos de idade, com aparência andrógina. Era bonito e talvez por isso fora Abraçado, há mais de mil anos. Hoje, o Conde, como era chamado pelos iguais, sentava-se pela quinta vez nos últimos 100 anos no Alto Conselho da Camarilla. Escutou os Ventrue, os Gangrel, os Daeva, ou Toreadores. Cada um arguia uma coisa, mas todos concordava que alguma coisa errada havia acontecido. Os Tremere afirmavam que um antediluviano ou coisa pior andara na África. A comunidade estava em polvorosa. o Conde gritou no Concílio, com sua voz jovial, aparentando uma fragilidade imensa. Mas todos se calaram. A Camarilla concordou abrir um processo de investigação com o fito específico de sondar o evento responsável pelo cataclisma. Assegurou a todos que não se tratava de um prenúncio da Gehenna e o Concílio se desfez. O Conde entrou em seu gabinete e, de lá, contactou um Chacal.* [...] *O Bugatti estacionou num hotel simplório, simplório o suficiente para que fosse roubado algumas horas...
(11:17:17) Seth. fala para Todos: depois. Seth, com seu traje branco, também chamava a atenção. Mas toda a atenção seria logo desfeita. Deu alguns trocados no térreo e subiu com Ísis, no quarto, a fim de que a mulher repousasse. O quarto, por sua vez, tinha uma varada apertada, e o entardecer estava nublado. Seth foi até a grade da varanda e olhou lá embaixo. Estavam no quarto andar e havia certo movimento na rua. A cabeça se voltou para o céu.* Vocês riem de mim... *esticou o braço para as nuvens, como se fosse tocá-las.* ...como sempre fizeram. *E, com uma expressão de alegria no rosto, concluiu.* Mas eu me lembro da expressão que fizeram quando... *E se calou. Ísis estava certa. Seth precisaria de um preparo e de um equilíbrio que não dispunha agora. Não seria fácil peitar o exército dos deuses e abatê-los, um a um.* Ísis, querida.... *Disse, voltando-se para a deusa, no interior do quarto.* Eu devo voltar e subjugar meus inimigos. Mas só poderei fazê-lo com você ao meu lado, pois não seria capaz de deixá-la. Entretanto... *olhou...
(11:17:35) Seth. fala para Todos: preocupado para o ventre da deusa.* A passagem da criança implicará sua morte. *Não sabia dizer ao certo isso, mas, mais cedo ou mais tarde, deveriam abandoná-la na Terra, sem, contudo, deixar de olhar por ela.* [...] *A comitiva de Hórus era composta pelos Sete Falcões, num estranho antagonismo em relação aos Sete Chacais. Todos aparentavam ser humanos, vez que a cabeça de Falcão era uma máscara bem feita de ouro, prata e diamante, mas, ainda assim, uma máscara. Era com um Alto Servo de Anubis que tratavam agora.* Sua Majestade exige uma explicação, mas não insolentemente. Por isso nos enviou. Desejamos uma manifestação da Munificentíssima Bastet, que se acha sob proteção do Último Juiz, em nome de sua Majestade e de todos as divindades do Sobremundo. A comunicação, como sabe, perdeu-se não só para sua Majestade, mas todos os que dela faziam uso agora estão sem saber o que se passa no plano físico. Há até quem tenha ficado lá, por Rá!... *E os Sete, com braços cruzados, esperaram. Esperaram que Bastet...
(11:17:43) Seth. fala para Todos: os acompanhasse até sua Majestade, o Senhor do Sobremundo.*
(11:27:26) §Ísis§ fala para Seth.: *Sentia-se enfraquecida, presa àquele plano mortal sem as conexões com o plano divino do qual fazia parte. Foi obrigada a se valer do apoio do braço de Seth para subir as escadas que levavam ao quarto que ocupavam. Tentava contactar Hórus, mas as tentativas só serviam para deixá-la mais esgotada, sem produzir resultado algum, por mais fraco que fosse. Ao entrar no aposento que Seth havia escolhido, retirou as sandálias leves e o vestido, deitando-se na cama de casal apenas com as roupas de baixo brancas, que faziam vivo contraste com sua pele morena. As mãos foram cruzadas sobre o abdome moreno e liso e os cotovelos descansavam no colchão. Os cabelos da deusa se espalhavam, negrejando sobre a fronha branca do travesseiro que tinha sob a cabeça. Olhava o teto com ar vago, sua mente preocupada com coisas demais. Suspirou e voltou o rosto empalidecido para a direção de onde vinha a voz de Seth quando ouviu seu nome. Os olhos procuraram os dele.* Agora, não, Seth. *Murmurou, sentando-se na cama com esforço, os
(11:27:44) §Ísis§ fala para Seth.: cabelos negros se espalhando livremente por suas costas.* Você não percebe que seu equilíbrio está prejudicado, desde que nos encontramos? *Afastou os cabelos do rosto com um gesto lânguido.* Em alguns momentos, sua energia parece incrivelmente baixa, mas quando faz uso dela, acaba por exagerar. Você precisa se equilibrar antes de ir. E eu, eu não posso ir com você. Não enquanto meu corpo mortal ainda abrigar nosso filho. *A deusa baixou a cabeça, encarando os joelhos.* Naturalmente, a escolha é sua. Você pode sacrificar sua vingança, ou nossa prole. *Manteve a cabeça baixa, esperando pela decisão dele, as mãos agora cruzadas no colo e apertando-se nervosamente enquando aguardava.*
(11:33:30) Anúbis fala para Todos: *Os olhos de Anúbis se focaram em Bastet, ele pareceu hesitar, perscrutando seus olhos atento. Havia algo ali. Algo desconhecido. Algo que Anúbis não reconhecia, que Anúbis não podia compreender. Algo estranho.... Mas o Deus não disse nada sobre isso, e nem demonstrou grandes coisas a este respeito, apesar de, em seu intimo, perscrutar a própria memória em busca de algo que explicasse a verdade sobre o que acontecia com Bastet. Talvez fosse só a gravidez. Mas ele duvidava que fosse tão simples. Ouviu as palavras da consorte, e acenou afirmativamente com a cabeça. Aquilo, se apenas aquilo, não lhe faria mal. * - Avise que estamos a caminho. *E fechou a porta de pedra, sem esperar uma resposta da serva, voltando-se para dentro. Caminhou até Bastet, parando atrás dela, e lhe tocando os ombros com as mãos. * - Hórus vai, provavelmente, exigir mais explicações do que nos é saudavel entregar. *E apertou-lhes por um momento, antes de se afastar mais um pouco, vestindo uma espécie de robe de seda, negro, verde e
(11:34:12) Anúbis fala para Todos: dourado, que lhe ficava aberto no peito, mas escondia-lhe as pernas. Uma roupa um tanto mais elegante, visto que iriam de encontro aos Deuses. * - Acho que talvez, seja necessário que eu lhes diga o que realmente se passa nas terras mortais.
(11:47:18) Sekhmet. fala para Todos: *Bastet curvou-se para pegar a cabeça de gato sobre o móvel, e quando ela se curvou, quando ela segurou a cabeça entre as mãos, mas antes de pô-la, sentiu as mãos de Anúbis sobre seus ombros, olhou-o por cima dos ombros, assentindo com a cabeça, virou-se para ele, antes que se afastasse e pôs-se na ponta dos pés - era mais baixa que ele, infinitamente mais baixa - tocou-lhe os lábios rapidamente.* - Não se preocupe. Sabemos exatamente como fazer. *E disse a frase no plural antes de sorrir.* - Não se assuste e não vá contra ela. *E só então, ergueu a cabeça de gato, colocando-a vagarosamente sobre a cabeça. E assim feito, as orelhas pontiagudas, tornaram-se arredondadas, a face felina aos poucos moldou-se, os bigodes alargaram-se, o focinho cresceu um pouco mais e a cauda, fina e alaranjada caiu em suas costas, tremulando de um lado para o outro. Sekhmet abriu os olhos e olhou Anúbis e sorriu.* - Munificentíssimo Deus do submundo, quanto tempo. *Tão diferente de Bastet, tão distante da dócil felina era a Leoa.
(11:47:39) Sekhmet. fala para Todos: Deu uma olhada pelo quarto com claro desdem e chegou até mesmo a farejar.* - Ah, vejo que Bastet andou se divertindo! Sempre esquecendo-se de mim, maldita gatinha! *As roupas foram surgindo aos poucos, enquanto ela começou a se mover pelo lugar.* - Hórus quer explicações, não é? *Estalou os dedos, um a um.* - Então vamos, vamos explicar ao falcão como os gatos caçam! *Levantou uma das mãos, espalmadas na direção da porta, que explodiu em pedaços de pedras e poeira, deu de ombros, começando a caminhar. Sekhmet não tinha paciência e muito menos... Modos.*
(11:56:19) Seth. fala para Todos: Todos os kindred temem a Gehenna. E as previsões catastróficas de 2012 estão me dando muito trabalho.... Não! Eu quero somente que você garanta mesmo que os setitas ficarão bem!... Não me interessa se a Terra será destruída ou não. Se for, teremos a proteção dele, não teremos?... Mas ele vai ascender! Os exércitos estão preparados! O que pode deter mais de 2 milhões de criaturas?... Bah, tudo bem. Mas se ganharmos? É isso que eu quero saber. Teremos paz na eternidade sob o governo dele?... Era só isso que eu queria saber. Tudo bem. Ciao. *O Conde desligou o telefone. Passou a mão pelo rosto, cansado. Era isso, então.* [...] *Seth sentou-se à cama, ao lado da amada, tomando as mãos da deusa. Os olhos estavam vermelhos, mas não por conta de lágrimas eventuais: Seth não chorava. O que estavam vermelhas eram mesmo as íris do deus, como se aquela escuridão costumeira, aquela essência destrutiva estivesse esvaindo-se em outra, não menos destrutiva, mas menos nebulosa. Era um evidente sinal de que sua natureza...
(11:56:45) Seth. fala para Todos: ...estava desequlibrada. O caos supremo à paz absoluta em instantes.* Querida, não se preocupe, eu estou bem. Não há desequilíbrio algum... *Como se percebe, Seth era teimoso. Ignorava que outra força destruidora igualmente poderosa fora libertada com o fito único de restabelecer a harmonia universal, preconizada por Maât. O problema dessa outra força universal é que se assemelhava muito ao desequilíbrio negativo de Seth: era difícil de ser controlada. A união eventual entre Seth e Sekhmet desgraçaria o universo e traria o caos absoluto na Ordem, caso não fossem prudentemente combatidos.* Eu não abrirei mão de minha vingança. Nem de minha natureza. Não posso. Já o fiz e resultou em catástrofe. *E isso era absoluto. Continuou.* Também não abrirei mão de nossa prole. De todo modo, há coisas que preciso fazer na Terra ainda. Mas tenha em mente uma coisa, meu amor. Não esperei todo esse tempo para ser derrotado. E meus exércitos marcharão furiosos sobre a Terra e no Sobremundo. *E, dizendo isto, retirou do...
(11:57:12) Seth. fala para Todos: ....interior do paletó duas foices gigantescas - que de certo não caberiam num paletó comum. Fixou os olhos por alguns segundos no corpo de Ísis, considerando ser uma pena o que estava prestes a fazer.* Agora, querida, isso vai doer. *E inclinou-se sobre ela a fim de iniciar o ritual.* [...] *Hórus estava calado. Seus Conselheiros, ao contrário, estvam furiosos. A espera era um ato de insubordinação, pensava. Mas o deus Falão não era rei à toa, tampouco derrotara Seth, exilando-o, sendo um tolo. Não. Alguma coisa estava errada. A essa altura, Bastet já devia ter se recuperado. Deixou o Conselho discutindo e foi até o Grande Trono. Há quem diga que as cidades egípcias, a exemplo de Mênfis, Tebas e Pi-Ramsés foram construídas com base na Grande Cidade do Sobremundo. Se o foi, é difícil dizer, mas é indubitável que as construções são parecidas. O Sobremundo é vasto o suficiente para ser tomado por eterno. Uma extensão de terra contínua, longe de ser um globo terrestre ou coisa parecida. A cidade também...
(11:57:38) Seth. fala para Todos: ...é gigantesca, toda de ouro puro, prata, diamantes, mogno e todos os materiais tidos como preciosos na Terra. No centro, acha-se o Grande Palácio Dourado de Rá, uma construção gigantesca. Diante dele, uma estrada de mármore branca que sai do templo e some no horizonte. Para quem chega, a estrada acaba numa enorme escadaria e, ao seu término, acha-se o Grande Trono. Ali Hórus preside as sessões públicas, as punições, os manifestos e exprime as vontades dos deuses anciões para cuidar da manutenção da Harmonia Universal - ou a vontade de Deus. Bastet deveria curvar-se diante de Hórus, que se sentaria no Grande Trono, pacientemente. Sentou-se, então, o deus facão, apoiado em sua katana embainhada - a arma favorita para todas as batalhas, costumava dizer - e aguardou. O portal se abriu lentamente. Era uma ondulação da cor dos céus do Submundo: um roxo quase negro. Com o som de trovões, um a um, os Sete Falcões entraram correndo desesperadamente. O último deles entrou... voando. Não! Fora...
(11:57:51) Seth. fala para Todos: ... arremessado, espatifando-se na escadaria sob o trono. Hórus não se mexeu. O Conselho se reuniu ao seu lado. Os deuses já estavam lá, aguardando Bastet, mas certamente não esperavam que a comitiva do Falcão voltasse... de modo tão abrupto. A gritaria da comitiva causou frisson e, ao último dos Sete - que foi arremessado - seguiu a tão aguardada deusa, que, por sua vez, provavelmente traria consigo o Último Juiz, Anubis.*
(12:10:11) §Ísis§ fala para Seth.: *Ísis afastou as mãos das de Seth e voltou a cruzá-las no colo, numa pequena manifestação de mau humor. Os olhos da deusa pareciam mais escuros quando ela fitou os do companheiro. Irritada, Ísis começou a falar, tensa como um animal enjaulado.* Não, Seth, você não está bem. *Comentou, sem olhar para o deus.* Será que você não vê que sua vingança neste momento e a vida que estamos criando são incompatíveis? Não vê que PRECISA escolher? *Suspirou, parou de falar por alguns instantes e continuou.* E não me chame de meu amor! *Exclamou, dando sinais daquela fúria com que despertara.* Você não é capaz de amar coisa alguma além dos seus objetivos, dessa sua natureza. Sua natureza é destruição, é morte. A minha é criação. Se você não for capaz de dominar essa sua natureza, eu... *Foi interrompida pelo aviso dele de que aquilo iria doer. Assim que ele se inclinou, ela lhe fugiu, indo para o outro lado do quarto.* NÃO! *Gritou, abraçando o próprio corpo como se lhe quisessem fazer mal.* Está louco? Você não pode
(12:10:25) §Ísis§ fala para Seth.: passar parte de sua alma para mim enquanto não se reajustar. Quem sabe quais seriam as consequências? *Sacudiu a cabeça com firmeza. Suspirou, parecendo subitamente exausta. Andou até a cama, deitou-se e puxou as cobertas sobre si, ficando encolhida sobre o colchão firme, mas macio.* Recupere seu equilíbrio primeiro, seja como for. Só então permitirei que realize o ritual. *Murmurou, fracamente. Não o impediria de tocar sua pele agora fria, mas caso ele manifestasse qualquer intenção de iniciar o ritual, ela lhe fugiria novamente do alcance, rolando para o outro lado da cama.*
(12:26:00) Anúbis fala para Todos: *Ele parou de falar, apenas a observando, atento, quando ela usou o plural. Só aquilo, só aquela parte, foi suficiente para que ficasse estático, e se recolhesse ao semblante neutro de Anúbis. Não estava mais junto de Bastet. A criatura a sua frente... A criatura que segurava seu filho no ventre, naquele instante, era Sekhmet. E aquilo não era bom. Não era nada bom. Sua mente começava a trabalhar. Se Sekhmet estava ali, era em busca de sangue, de destruição. E ela o faria com seu filho no ventre. Talvez.. Talvez ele conseguisse fazer alguma coisa. Alguma coisa que impedisse que ela matasse a criança em suas loucuras. Sua face não se moveu quando ela explodiu a porta de pedra, porque ele já imaginava aquilo. Esperou até estar sozinho, e passou uma das mãos pelo rosto de chachal. Só uma palavra definiria a situação: Que bosta.* ... *Anúbis vinha logo atrás de Sekhmet, e vinha tão soturno, silencioso, neutro e indecifravel, como sempre. Imaginava que Hórus não se irritaria pelos servos voadores sendo arremessado
(12:26:09) Anúbis fala para Todos: arremessados, vendo quem estava ali, no corpo de Bastet. O robe de seda esvoaçava a cada passo, e as sandalias de madeira faziam um "toc-toc" ritmado em contato com o chão. Os Anubites, segurando seu trono e um improvisado para Sekhmet, estavam parados do lado de fora. * - Hórus. *E fez uma reverencia sutil.*
(12:53:40) Sekhmet. fala para Todos: *E pelos corredores ela foi aprontando, derrubou uma estatua aqui, chutou um servo ali, pisou em alguma coisa que não deveria pisar, puxou o rabo de um Anubite e assim foi, divertindo-se em pentelhar os menos afortunados. Quando sentou-se no trono improvisado, a dita criatura tirou, Rá sabe-se lá de onde, um chicote e divertiu-se em açoitar os Anubites pouco importando-se se sentiam dor ou não, às vezes gritava algo como "cães sarnentos que não prestam nem para limpar a droga do chão que eu piso" ou "criaturas de proliferação de pulgas ambulantes!" mas quando então se aproximaram dos domínios de Hórus, ela se calou. Largou o chicote e caminhou pelo "chão" do trono que era carregado, pôs-se na ponta dele, inclinou o corpo para frente com os braços para trás e tomou fôlego.* ... *A grande bocarra se abriu vasta, e o rosnado que brotou de sua garganta foi tão profundo, tão malditamente alto que alguns dos Anubites simplesmente viraram pó. Alguns adornos do pálico do Hórus tiveram o mesmo destino, os servos se
(12:53:55) Sekhmet. fala para Todos: apavoraram porque todos sabiam o que era aquilo: Era como Sekhmet dizia "estou em casa, irmãozinhos." ela riu de novo, de maneira histérica de não esperou chegar para impulsionar o corpo e saltar do trono, caindo de pé metros à frente.* ... *Não esperou por Anúbis para caminhar em direção a Hórus e chutar um dos falcões presentes. Voltou-se aos Deuses, olhando um a um com vasto interesse.* - Oh, festa em família? *Passou a língua pelos lábios animalescos, diferente de Anúbis, ela não fez reverencia alguma. A cauda chacoalhou de um lado para o outro, quando ela voltou os olhos a Hórus.* - Certo crianças. Qual foi a vasta incompetência cometida por vocês para que Rá! Me trouxesse até aqui. *E olhou os demais rapidamente, antes de se voltar a Hórus.* - Quem eu tenho que matar dessa vez? Vamos, me de um nome, apenas um nome. *E arreganhou sua bocarra em um sorriso cheio de dentes.*
(01:04:00) Seth. fala para Todos: Ela continha tal força e isso era bom. Era como o afago na besta selvagem, como o sorriso no semblante angustiado. Seth só conseguiu dizer:* Você... tem razão... eu... *Sentou-se, cabisbaixo e impotente, ao lado da cama. Não sabia o que fazer. Sua energia estava evidentemente enfraquecida. Cerrou os punhos fortemente e as nuvens acobertaram as pradarias a alguns quilômetros de Houston. O furacão que ali se fez não foi muito diferente dos demais da região senão pela especifidade do ponto geográfico. E só. Seth se levantou, aquela irritação costumeira tomando conta de seu ser. Foi até a varanda para olhar o céu e o movimento das nuvens, que iam apressadamente para o olho de um novo tornado, longe dali. Fechou os olhos, que ainda estavam avermelhados e procurou se concentrar.* [...] *Hórus não esperou nem um único segundo a mais após o arremesso dos falcões. Com um único sinal, o portal foi cercado por uma dezena de soldados e um sem número de arqueiros surgiram de cada fresta do Palácio Dourado. O...
(01:04:35) Seth. fala para Todos: Conselheiro-mor saiu correndo, adentrando o palácio a fim de mobilizar os Supremos Medjai. O deus falcão sabia que Sekhmet era trabalhosa por demais e que se ele não dominasse a deusa ali, seu reino poderia vir a entrar em colapso. Ela era uma catástrofe e já se arrependia de tê-la consigo. Na pior das hipóteses, jogaria-a no Submundo com Anubis e deixaria esse problema para ele, já que Bastet havia selado as passagens - o que impedia o exílio. De todo modo, Hórus sabia também que Sekhmet provavelmente tinha consciência dos feitos da deusa gata e talvez contasse uma ou duas coisas interessantes. Em sua forma humana, Hórus parecia menos ameaçador, mas seus olhos faziam passar aquela aura de Rei-guerreiro que lhe era característica. Voltou-se para um dos conselheiros e cochichou:* Traga os galões de vinho. *Os soldados apontavam as lanças para Sekhmet, mas não se mexiam. Se ela se levantasse contra Hórus, lutariam até a morte para subjugar a leoa. Foi diante de Sekhmet que os servos de Hórus deram graças...
(01:04:56) Seth. fala para Todos: a Rá: tinham sorte de não estarem sob a chibata impiedosa de Sekhmet. Mas isso não era o pior, já que o rugido da leoa esmigalhou os tímpanos dos soldados que a cercavam, levando-os ao chão, atordoados. O mármore branco rachou com rugido, mas as fissuras se alargaram com o impacto dos pés de Sekhmet sobre elas, como se a terra toda tremesse sob aquele tormento. Às palavras de Sekhmet, alguns deuses abaixaram as cabeças, constrangidos. Outros se retiraram disfarçadamente. Os servos já haviam recuados, todos, permanecendo diante do Grande Trono somente a casta militar. Hórus cogitou a possibilidade de dizer "Seth" para que Sekhmet destruísse, mas isso era impossível. A deusa era da mesma natureza de seu tio e juntá-los não era bom, vez que não se destruiriam: se uniriam. Hórus precisava ser muito cauteloso para ter Sekhmet ao seu lado.* Eu, Hórus, saúdo Anubis, Senhor das Terras Escuras e Último Juiz. *E fez uma reverência contida, imaginando o estrago que Sekhmet havia causado no reino de seu primo. Sem...
(01:05:09) Seth. fala para Todos: reverenciar, contudo, a leoa, sabedor de que ela pouco ligaria, continuou.* Eu vedei as passagens entre os dois mundos, mas nao a tornei impossível. Eu exijo saber, assim como todos os que aqui se acham, o motivo de tal atitude. Demando uma explicação. Se Sekhmet é tão sábia quanto rezam as lendas, que nos explique porquê sua antagônica nos trancou aqui, e aos nossos irmãos, acolá, sem a devida autorização. *E se calou. Desejava perguntar o motivo de Rá ter enviado Sekhmet, mas se ela mesmo não sabia, não adiantava nada perguntar. Teria que ter com os anciões, mais tarde.*
(01:24:59) §Ísis§ fala para Seth.: *Ficou ali, deitada, tremendo levemente, enquanto ouvia as palavras de Seth. Sentiu-se um pouco aliviada daquela angústia que lhe queimava o peito. Não saberia o que fazer se Seth insistisse em realizar o ritual. Ele poderia, afinal, forçá-la se asim o quisesse, ainda mais em seu atual estado fragilizado. Inspirou e soltou o ar lentamente quando ele se afastou em direção à varanda. Deitou-se, olhando o teto marcado por pequenos pontos negros. Não, os pontos não estavam no teto, mas diante de seus olhos. Fechou-os, inspirando e abrindo-os de novo. Estava melhor. Levantou-se com movimentos lentos. Podia sentir a fúria de Seth na forma daquele furacão. Era a única ligação que mantinha, e parecia mais forte, mesmo debilitada como estava. Apanhou seu vestido e o colocou, seguindo para a pequena varanda. Inspirou o ar que vinha para ali, e forçou espaço entre o consorte e a grade, sem pedir licença. Sabia bem que não precisava. Abraçou-o, independente de ele retribuir ou não.* Eu não devia ter dito o que disse. Se
(01:25:09) §Ísis§ fala para Seth.: você quiser ir, pode ir, mas sem mim. Eu não posso. *Murmurou, encostando o rosto ao peito dele. Abraçou-o mais forte, esperando que ele não notasse a falta de firmeza em seus joelhos. Ainda forçava a mente, na tentativa de contactar Hórus, sem sucesso algum.*
(01:25:13) Anúbis fala para Todos: *Os Anubites, realmente, não sentiam dor, e Anúbis não pareceu se importar com a destruição dos que viraram pó - o que foi o suficiente para que um dos tronos quase caisse no chão, mas não caiu, porque se dividiram de forma a aguenta-lo e conseguir deposita-lo com suavidade mais uma vez, se ajoelhando ao lados dos tronos de pedra, como era costumeiro. Anúbis ficou apenas parado, em silêncio, observando tudo aquilo. Viu as flechas serem apontadas, as lanças... Mas não fez nada. Ao menos por enquanto. Se preocupava com o bem-estar de sua cria, e sabia que a postura de Sekmet a ameaçava, mas guardava tais pensamentos para si, enquanto dividia sua atenção entre Hórus, os soldados, e como fazer para impedir que o filho, ou filha, ou filhos, sofresse as consequencias das decisões de Rá. Com o corpo de Bastet, Anúbis não se preocupava. Aquele era o corpo dela desde o principio das eras, e Sekhmet já havia por ali passado vezes o suficiente... E a Deusa ainda estava viva. E em perfeitas condições. Anúbis já formava
(01:25:27) Anúbis fala para Todos: em sua mente as palavras para responder por Sekhmet - esperava, e talvez com razão, que a resposta da leoa se assemelhasse a algo como "Não é de seu interesse, Hórus". E nesse caso, acabaria por precisar intervir. Mas não se pronunciara, ainda. Deixaria que Sekhmet fizesse o que queria fazer. Tinha outras coisas com as quais se preocupar, no momento. Muitas.*
(01:43:49) Sekhmet. fala para Todos: *Andou de um lado para o outro, segurou a própria cauda e rodou-a como se fosse um brinquedo a ser explorado. Parecia ignorar as perguntas de Hórus e seus soldados e toda sua parafernália real. Abriu a bocarra em um bocejo-rosnado e só então se voltou para ele.* - O quê? *Levou uma das mãos as orelhas e coçou-as como para quem não havia escutado direito.* - Hehehe. *Então passou a língua entre os dentes afiados.* - Pergunte a gata! Oras! *Gesticulou com ambas as mãos, qualquer sinal sem sentido ou razão.* - Eu tenho cara de enciclopédia por acaso? *E virou-se repentinamente para qualquer soldado que ainda estivesse de pé, bateu a pata contra o chão, fazendo-o tremer e rosnou furiosamente de novo.* - O que é isso, Hórus?!!! *Virou-se para o Deus, apontando-lhe o dedo em riste.* - É assim que tu me recebes?! SOBRE AMEAÇAS?!!! *Fechou o punho com força e tudo estremeceu. Então deu as costas ao Deus em seu trono.* - Eu estou aqui por uma razão. *Parecia tentar explicar as coisas como se falasse com crianças
(01:44:07) Sekhmet. fala para Todos: burras.* - Você me da a tarefa e eu a farei. O que Bastet faz ou deixa de fazer não é problema meu e muito menos teu.
(01:54:10) Seth. fala para Todos: *Deixou-se abraçar, a tempestade furiosa no deserto levantando a areia e arremessando-a a quilômetros de distância. Sentiu o perfume dos cabelos de Ísis e fechou os olhos. Procurou sentir a carne macia da deusa, desejando-a sem contudo deixar a tempestade ceder: era seu teste, sua prova. Abraçou-a de volta firmemente.* Não vou deixá-la, Ísis. *Foi o que disse e era verdade. Beijou a testa de Ísis e a tempestade, aos poucos, foi abrandando-se.* Como você se sente? *E Seth parecia notar-lhe o semblante cansado. Estava louco para fazer amor com Ísis, mas a mulher não parecia lá muito disposta... Então, um sopro de vida o animou, súbito, a tempestade se fortaleceu. Durou apenas alguns segundos, mas o suficiente para que Seth estufasse o peito e comprimisse Ísis com maior intensidade. Ele disse, então, rouco:* Algo de desastroso... *Não concluiu. Não sabia dizer se era alguma supernova, alguma catástrofe ou alguma coisa pior. Mas sentira um eco de destruição. Não saberia nunca que o que sentira foi a energia...
(01:54:35) Seth. fala para Todos: poderosa de Sekhmet porque as comunicações entre os dois planos era impossível, tal qual sua transição. Mas por serem feito da mesma essência, Seth podia ouvir, muito distantemente, o vago eco de destruição da alma de Sekhmet. Mas era tão longe que ele mesmo não reconhecia. Além disso, há mais de milênios não encontrava a deusa.*[...] *Os olhos de Hórus iam de Anubis para Sekhmet. Não sabia o que dizer. As dezenas de soldados jaziam sem vida aos pés da leoa. Os arqueiros aguardavam a autorização para disparar as flechas. A situação era insustentável. Mas Hórus, como se sabe, era um político experiente, um guerreiro habilidoso e dotado de uma perspicácia sem igual. A solução veio de pronto, embora fosse absolutamente arriscada.* Uma tarefa... *Disse, por fim, levantando-se do trono e descendo as escadas lentamente. Os Medjais se alinharam a ele, passo a passo sincronizadamente descendo a escada. Todos levavam as mãos ao cabo da espada.* Eu ordeno que destrua o Inimigo. *Os deuses que ainda se mantinham..
(01:54:44) Seth. fala para Todos: diante dos desaforos de Sekhmet se calaram, num silêncio pesado. Nada emitiu ruído algum. Hórus ratificou.* Eu ordeno que destrua Seth. *A ordem era definitiva. Era boa porque Sekhmet teria que arrumar um jeito de passar para a Terra, e isso só seria possível se Bastet reabrisse os portais ou por meio de... Anubis. Além do quê, a ordem daria credibilidade ao reinado de Hórus. O problema é que a ordem implicava risco de uma união entre seres da mesma natureza, o que demandaria uma batalha sem precedentes na história dos deuses e, além disso, significava algo talvez pior: Sekhmete na Terra.*
(02:05:21) §Ísis§ fala para Seth.: *Deixou-se igualmente abraçar, sentindo a força dos braços de Seth em torno de seu corpo. Seu coração mortal batia acelerado, e um pouco de cor lhe subiu às faces, dando-lhe uma aparência melhor. Ficou calada, observando a tempestade que rugia furiosa mais ia pouco a pouco se silenciando. Suspirou, os olhos ainda fitando o deserto mesmo quando Seth lhe falou, o que era raro. Ouviu a pergunta dele e ergueu os ombros.* ... Estranha. *Respondeu, simplesmente.* Estou um pouco melhor agora. *Completou, virando-se de modo a apoiar as costas na solidez do peito do deus. Seus olhos vigiavam a noite lá fora, o mundo da Humanidade que tentara desesperadamente salvar, mesmo arriscando tudo, até sua existência. Sentia que seu corpo mortal enfraquecia desde que a passagem entre os planos fora fechada. Não sabia quanto tempo iria resistir, especialmente com uma pequena vida demandando forças do seu corpo.* ... *Afastou-se de Seth com um gesto algo brusco, e correu novamente para dentro. Adentrou o pequeno banheiro que
(02:05:26) §Ísis§ fala para Seth.: fazia parte do quarto e fechou a porta. Sabia que a porta não o deteria, mas era um simbolismo, uma indicação de que ele precisava de sua permissão para se aproximar. Um frio intenso lhe percorreu o corpo inteiro, como se estivesse numa geleira, quando Hórus pronunciou aquelas palavras. Sentiu a intensa perturbação no outro plano, e a perturbação do filho era tão intensa que conseguiu atingi-la. Sentiu a conexão aberta, e tentou falar na mente dele. "Filho. Não. Se destruir Seth, terá de me destruir também". Deitou-se no piso frio, sem saber se conseguira fazer ao menos sua energia atingir Hórus.*
(02:15:10) Anúbis fala para Todos: - É uma boa ordem, Hórus. *A voz de Anúbis, tão lenta, calma, e naquele tom imperial, deixou os lábios da cabeça de Chacal, após ele dizer aquelas palavras. Olhou para Sekhmet por um instante, mas logo deu um passo a frente, ficando a frente dela. Ignorava os soldados. Sabia que não lhe alvejariam - talvez não fosse o menos perigoso daquele palácio, mas, certamente, no momento, era o que menos parecia disposto a explodir, rasgar, destruir e matar. * - Entretanto, creio que "Destruir Seth" não seja simplesmente uma questão de "Destruir Seth". *E fez uma pausa. Tinha aquele costume de fazer longas pausas - era quase como se, no intimo, achasse que todos ali eram estupidos e que precisavam de algumas pausas para entender o que ele dizia. Não era bem aquilo - Bastet saberia. Mas, não era Bastet ali. * - Ele tem seus exércitos, muitos deles. *E fez outra pausa, dando mais alguns passos. Parou exatamente no meio do caminho, entre Sekhmet e Hórus. * - A passagem deve ser aberta para o confronto, mas não agora.
(02:15:21) Anúbis fala para Todos: Não simplesmente arremessando Sekhmet no mundo dos humanos. É necessario planejamento. É necessario lógica. *E andava enquanto dizia, com as mãos atrás das costas. Obviamente, não dava detalhes. Não confiava em Sekhmet. O tom de voz de Anúbis não se alterava uma única vez, assim como sua expressão, enquanto falava. * - O portal deve ser aberto no momento certo, no instante exato. *E então, parou, olhando de um para o outro. Aquela, provavelmente, era a vez que Hórus havia escutado Anúbis falar mais, em todos os milênios pelos quais se conheciam. Ele devia ter uma razão. Ele devia ter um plano. * - Eu, Anúbis, O Senhor das Terras Assombradas, O Guardião dos Deuses, O Senhor das Colinas do Oeste, Aquele Que é Amigo dos Mortos, e o Ultimo Juiz, peço encarecidamente a ti, Heru-sa-Aset, Deus dos Céus, Principe Guerreiro, o controle de tal missão. *E os olhos do Chacal se focaram nos de Hórus. Ele, sem dúvida, tinha um plano.*
(02:31:45) Sekhmet. fala para Todos: *Ergueu os olhos para os arqueiros e tombou a cabeça para o lado como um animal confuso, passou de novo a língua nos dentes e estava pronta para encher o peito e urrar como um animal faminto, mas calou-se quando Hórus falou. Virou-se para ele os olhos animalescos presos no Deus enquanto ele parecia divagar.* ... *Quando a ordem veio, quando a tarefa lhe foi ditada ela permaneceu em silêncio fúnebre, os olhos ainda sobre Hórus, completamente silenciosa, como se estivesse esperando um segundo de hesitação do Deus, um milimetro de qualquer que fosse para destruir a farsa, mas ele não veio. Escancarou a bocarra em um riso maligno tão intenso que chegou a se curvar para frente e por as mãos sobre a barriga, mas calou-se quando Anúbis se pronunciou. Os olhos acompanharam o Deus, e um sorriso cínico formou-se na face da criatura. Lambeu de novo os lábios. Esperou que ele terminasse.* - Jogos, jogos, jogos. *Resmungou, saindo do caminho de Anúbis e voltando a caminhar pelo salão.* - Sempre jogos, esse é o mal de
(02:32:16) Sekhmet. fala para Todos: vocês, jogam demais. *Rosnou alguma coisa, voltando a fechar os punhos e virou-se para Hórus.* - Você quer a cabeça de Seth, eu lhe dou a cabeça de Seth, irmãozinho. Mas temos uma questão aqui. *Estalou os dedos, como se estivesse pedindo atenção maior ao assunto.* - E-U N-Ã-O P-O-S-S-O S-A-I-R-R-R-R. *E a última palavra foi acompanhada de outro rosnado animal que se voltou aos arqueiros sobre sua cabeça, bateu o pé no chão de novo, até silenciar-se.* - Me envie a terra, me dê autonomia para agir como bem entender, me dê exércitos e eu te trago Seth em uma bandeja com flores.
(02:39:49) Seth. fala para Todos: *A instabilidade Ísis, isto é, sua fragilidade, era motivo de preocupação para Seth em nível tal que as atribuições militares foram praticamente todas deixadas aos Sete Chacais. Destruir a Terra já estava fora de cogitação, já que seu filho/filha/filhos dependeria da Terra para viver. E Ísis vinha sofrendo desses...* Ísis...! *Seth a seguiu e parou diante da porta, pensando em fazê-la virar pó. Mas, por algum motivo, não o fez. Bateu na porta com a voz exarando preocupação.* Ísis...! O que aconteceu? Vou entrar! Fale comigo! *O deus da destruição estava evidentemente angustiado. Procurou conter-se, sabia que não devia fazê-lo, mas o fez. Com um braço, arrancou a porta inteira do banheiro, arremessando-a para o interior do quarto, por sobre a cama, e entrou. Tomou Ísis nos braços e por certo não captou conexão alguma entre ela e Hórus. Era só, afinal, um amante preocupado.* Venha querida, vamos para a cama. Por Rá, vou dar-lhe parte da minha alma, é preciso, não quero mais vê-la nesse estado...! Você precisa..
(02:40:32) Seth. fala para Todos: se fortalecer! *Ralhava com a deusa como um pai amoroso ralha com uma filha. Talvez com uma fração da alma de Seth, Ísis ficasse melhor...* [...] *As palavras de Anubis ecoaram solitárias. Ninguém se atreveu a dar um pio. Hórus ouviu com atenção as palavras do primo que pareciam obstar a sua política. Quando Anubis parou de falar, elevou-se um burburinho entre os espectadores que só cessou com uma pancada do cetro de Hórus no chão. O deus falcão entendia que Anubis possivelmente tinha um plano. A atitude do deus era incomum à sua essência: um Juiz não falava muito, sobretudo aquele Juiz. Mas havia um problema.* Aquele que reina sobre as Terras Assombradas fala com sabedoria diante do Trono Dourado e a sabedoria é apreciada pelo Rei-Falcão. Em verdade, eu te digo, Anupu, que concordo com você. Mas o Braço Que Pune, Sekhmet, é regida pelas Regras de Maât e pela vontade de Rá. Ela recebeu uma ordem definitiva e irrevogável. Nem que eu me arrependesse, tal atitude seria possível. Nenhum de nós, a não ser...
(02:41:01) Seth. fala para Todos: você, pode passar pelos dois mundos. Como você bem disse, em dado momento as passagens abrir-se-ão e, neste instante, Sekhmet poderá cumprir sua missão. Saliento que somente Rá pode revogar minha ordem, embora eu desejasse fazê-lo imensamente. *O que era mentira. Embora fosse verdade o fato de que Hórus não poderia mesmo revogar a ordem ainda que quisesse. E Hórus sabia que somente os deuses anciões tinham acesso ao Rá. Nem Hórus, que era rei, o tinha. Anubis podia ter um plano, mas Hórus desconfiava do primo. Afinal, Anubis acabara de encontrar-se com o pai e... ora!, era filho do Inimigo, a quem acabara de declarar como a mais nova vítima de Sekhmet. Voltou-se para a deusa.* Isso é problema seu, Sekhmet. Sua ordem foi dada. Nem eu tenho poder para libertá-la. E nem mesmo Rá daria exércitos para que você andasse pela Terra livremente. Lembra-se bem da última vez o que aconteceu, não se lembra? Bastet fechou as passagens. Troque uma idéia com ela. Ou procure o sábio conselho do Senhor das Terras Assombradas.
(02:41:12) Seth. fala para Todos: *E, dizendo isto, levantou-se. Os Medjais não eram deuses, mas todos juntos mais Hórus poderiam dar uma bela surra em Sekhmet se fosse necessário. Com um olhar severo, concluiu.* Esta audiência está encerrada. *O portal tremeluziu novamente, dando acesso às Terras do Submundo para que Anubis voltasse. Sekhmet provavelmente o seguiria, já que estava com o corpo de Bastet e de lá viera - que para lá voltasse. Sekhmet não era bom presságio no Sobremundo, afinal.*
(02:54:31) §Ísis§ fala para Todos: *Ísis ficou deitada no piso gelado, sem se importar em se levantar. Simplesmente não queria fazê-lo. A voz de Seth parecia vir de muito longe, mas quando ele bateu à porta, a deusa conseguiu se concentrar. Respirou fundo, e teria feito um esforço para se erguer se Seth não a tivesse tomado nos braços. Aninhou-se junto ao peito dele, evitando falar sobre o pressentimento que a atormentava. Permitiu que ele a deitasse na cama e puxou-o fracamente.* Eu andei estudando. Parece que essas mazelas são normais nas mulheres humanas. *Virou-se de lado, deitando-se encolhida.* Duram até uma certa fase, e terminam. *Explicou, voltando-se de barriga para cima e pousando a mão dele sobre seu ventre, acariciando o dorso da mesma.* Isso é um sinal de que nosso filho está aqui. Eu vou ficar bem. *Suspirou.* Não realize o ritual, Seth. Você vai precisar manter as partes que possui de sua alma encerradas em si. Tudo o que vem acontecendo não é bom sinal. *Falava devagar, num tom sensato.* Vai precisar de suas forças para o caso
(02:54:41) §Ísis§ fala para Todos: de uma batalha futura. *Sentou-se lentamente.* Precisamos exercitar seu controle. Ele será muito necessário. [...] No outro plano, aquela reunião estava prestes a ganhar uma visitante inesperada, e, provavelmente, indesejada. A mãe de Anúbis se aproximou do trono de Hórus e o reverenciou. Olharia para o filho e para Sekhmet, mas não lhes falaria a menos que lhe falassem.* Ouvi dizer que ordenou a destruição de Seth, sobrinho. *Murmurou, tendo na voz aquela suavidade enganosa.* E o que me diz da que se aliou a ele para desvirtuar a ordem que luta tanto para manter? Ela não deveria ao menos ser trazida para aqui e julgada por seus atos de flagrante insubordinação? *Perguntou, como quem apenas quisesse saber, mantendo o rosto tranquilo.*
(03:01:31) Anúbis fala para Todos: *Anúbis não havia alterado a face, não havia alterado o tom de voz. Achava, sim, que Hórus havia sido um tanto infeliz em não decifrar suas palavras... No entanto, não demonstrava isso. Ele simplesmente dizia. Como se fosse a unica coisa que pudesse realmente fazer, naquele momento. * - Não creio que tenha entendido a verdade por trás de minhas palavras, Hórus. *E ignorava o portal as suas costas, como se ele simplesmente não estivesse lá. Como se não tivesse a menor intensão de migrar para o submundo. Não naquele momento, ao que parecia, pelo menos. * - Sekhmet não terá seu destino, a ordem de Rá, retirada dela. O que lhe digo, é que me entregue - e apenas com esse propósito, com ordens especificas para seguirem-me apenas sobre tais circunstancias - o controle de teu exército. Podes dizer-lhes que voem contra mim se lhes disser outra coisa, é tua escolha, Hórus. *E ignorou, completamente, as palavras da mãe. Pelo menos naquele instante, ele as ignorou, completamente. Duvidava que Hórus aceitasse seu pedido,
(03:01:43) Anúbis fala para Todos: porém, não tinha vergonha ou receio em pedir. Havia deixado claro: Os queria sob suas ordens para que seguissem um único propósito lógico. Não havia possibilidade de traição, naquele pedido. Ou havia? No entanto, Anúbis desviou os olhos de Hórus, e deu um passo a frente, ouvindo as palavras da mãe. Lhe fez uma reverencia. * - Néftis. Creio que seja de seu interesse, e de minha obrigação avisa-la, que por, pela segunda vez, romper nosso acordo... Ajax, tua sacerdotisa, acaba de perecer. *E o disse olhando nos olhos dela. Os olhos de Anúbis, com a cabeça de chacal, eram ainda mais negros, ainda mais frios, e ainda mais profundos e mortiferos do que quando se entregava ao corpo de seu receptaculo. Dizendo aqui, reverenciou sutilmente mais uma vez a Hórus e a Néftis, e deu-lhes as costas. Hórus lhe avisaria por um mensageiro sobre sua resposta. Fez um breve movimento com a mão para Sekhmet, indicando que ela o seguisse.*
(03:14:48) Sekhmet. fala para Todos: *Sekhmet era um cão de caça. Um cão de caça que era deixado com fome, preso e acorrentado, e que um belo dia era puxado pelas correntes, soltado em campo para caçar; para caçar qualquer coisa. Ela alargou o sorriso de orelha a orelha. Sabia que Hórus mentia, mas ela também podia brincar de mentir, não era Bastet, não era aquela neutra, era Sekhmet e tinha suas cartas na manga também. Olhou Anúbis de relance; ela sabia do segredinho de Bastet o o Cão... Ah ela sabia de tantas coisas.* ... *Ficou em silêncio enquanto eles brincavam de trocar cartas, brincavam de exibir quem mandava mais e só salientou uma única palavra, um único dito de Hórus.* - A partir de agora... É problema meu. *E deu as costas, ignorando as falas de Anúbis, deu as costas, começando a caminhar... Mas então... Mas então Néftis falou. Mas então... Néftis ousou achar que Sekhmet era seu brinque, ousou atrever-se a usá-la como um instrumento para sua vingança pessoal. Sekhmet fechou os punhos, os olhos tornaram-se vermelho-sangue e o
(03:15:05) Sekhmet. fala para Todos: Sobremundo tremeu diante da fúria contida da mulher leoa. No segundo seguinte, Sekhmet não estava mais ali.* ... *Quando caiu, sobre as duas patas, cara a cara com Néftis, com os olhos avermelhados como um demônio, quando abriu a bocarra gigantesca e rosnou na cara da mulher, e quando ergueu a mão e a espalmou contra a parede, fazendo cair sobre ela e sobre Néftis poeira, ela estava furiosa, muito além do que era conhecido.* - Não brinque comigo, Néftis, não sou tuas peças de xadrez para usar-me para teus joguetes. Não pense que minhas mãos vão fazer teus trabalhos. Não pense que executarei eu tua vingancinha de dona de casa. Tu quer Ísis? TU QUER-R-R-R-R? *Rosnou de novo, sem importar-se em bagunçar os cabelos da Deusa.* - Então mova sua bunda para pegá-la. *E fechou a mão sobre a parede, arrancando outro pedaço e jogando-o no chão. Deu as costas a Deusa, começando a caminhar.*
(03:26:34) Seth. fala para Todos: *Deitou-se o deus da destruição ao lado da amada. Queria amá-la ali, naquela cama macia, mas as condições de Ísis o deixavam receoso. Não pela gravidez, mas pelo estado debilitado em que se encontrava.* Se você diz que é normal... eu poderia amá-la aqui... *perguntou, matreiro. Mas a deusa já se sentava e falava sobre controle... aquilo chateava Seth. Sabia que a deusa estava certa e sabia que o controle que ela pregava seria difícil. Mas havia algo mais... * Por que o diz? Por que diz que vai ser necessário? Teme que Hórus... *E era a primeira vez que falava o nome do filho da consorte diante dela.* ...faça alguma coisa contra mim? Teme que seu exército destrua o meu? Meu amor, minhas armas não são feitas de carne e sangue, mas de ódio e crueldade. Eu sou o deus da guerra. A batalha fortalece minha Armada. *Afagou-lhe o rosto, deixando as mãos deslizarem pelo vestido, com o fito de despi-la.* Mas se acha necessário trabalharmos esse meu auto controle... *[...] *Hórus não se mexeu. Ceder seu exército para...
(03:26:50) Seth. fala para Todos: Anubis? Aquilo era um ato de insolência, isso, sim! Ficou calado, assistindo ao caos que se seguia à entrada de Néftis. Limitou-se a responder à tia.* Amada tia, tratemos desse assunto outra hora... Anubis já me propos algo extremamente inusitado e peço a ele, inclusive, que eu pondere. Mando uma missiva como resposta. E, além di... *Mas Néftis já voara longe. Todos os Medjais se adiantaram, mas Sekhmet já estava de costas, indo embora. Néftis se levantou furiosa e olhou para Hórus, exigindo uma explicação. Os arqueiros estavam prontos, nem respiravam. Mas Hórus se limitou a dizer.* A Sra. se manifestou em momento infeliz, tia. *Limitou-se a dizer, não sem um divertimento interior. Néftis se virou e adentrou o palácio batendo o pé. Aquilo ia dar uma grande merda, pensou. Néftis era bem relacionada e uma feiticeira poderosa. Tão logo as passagens se reabrissem, sabe-se lá o que ela poderia vir a fazer. De todo modo, a Besta estava solta. Hórus fitou a calda da leoa chacoalhando-se e teve, por alguns instantes,
(03:27:00) Seth. fala para Todos: pena de Anubis e da paciência que o primo teria que ter para lidar com aquela criatura infernal. Dissolveu o Conselho e recomendou aos Medjais que se mantivessem de olho em Néftis tão logo o portal se fechou, levando consigo Anubis, Sekhmet e os seus servos. Inspirou profundamente antes de fazer um breve discurso na tentativa de acalmar os ânimos dos deuses, que não viam Sekhmet há pelo menos 7 mil anos, e se retirou para o Palácio. A engrenagem de intrigas na Corte começava lentamente a se movimentar, Hórus sabia. Na Terra, Seth a tudo ignorava.*
(03:40:38) §Ísis§ fala para Todos: *Ficou sentada na cama por poucos segundos, antes de voltar a se deitar com a cabeça sobre o peito de Seth. Seus dedos acariciavam o pescoço dele, sabendo que seu toque sempre o acalmava.* Você pode me amar o quanto quiser, desde que preste atenção às minhas palavras, meu amado. *Suspirou, passando o carinho para a nuca.* Eu não temo, acredito. *Murmurou, muito séria.* Hórus sempre odiou você, e agora, não consigo lhe falar. Creio que ele me fechou a mente, e isso me faz pensar que tem planos que não me são favoráveis. Creio que ele não pensaria em me destruir. Mas a você, ele sempre pensou, meu amado. *A deusa se ergueu da cama e deixou o vestido cair, contemplando seu corpo moreno e esbelto no espelho. Não falou mais, nem vinculou a posse de seu corpo a qualquer outra promessa. Apenas ficou ali, quieta, contemplando o deus que amava.* [...] Néftis foi pega de surpresa pelo ataque de Sekhmet, e quase foi ao chão de susto pela proximidade repentina. Encolheu-se instantaneamente diante daquela fúria poderosa.
(03:40:45) §Ísis§ fala para Todos: Pensou consigo que não custava tentar. Observou a saída de Sekhmet, furiosa, e voltou-se para o sobrinho, antes que ele se retirasse.* Isso não é justo, HÓRUS! Matam minha sacerdotisa, mandam matar o pai de meu filho e não castigam aquela meretriz apenas por ser sua mãe! Não pedi a vida dela. Apenas que ela seja trazida de volta. Ela é, afinal, minha irmã. *Néftis mostrou aquele seu sorriso venenoso. Sabia que levar Ísis de volta ao plano divino implicaria na perda da prole que gerava com Seth.* Só quero tê-la aqui, e ajudá-la a se corrigir. Ela deve ter um julgamento justo e uma punição adequada. *Esperou que Hórus lhe respondesse algo, jogando sua última cartada ao apelar para a justiça.*
(03:54:30) Anúbis fala para Todos: *Anúbis estava andando em direção a seu trono de rocha negra, e em direção aos Anubites. Ignorou o ataque insano de Sekhmet. Ignorou as palavras de Hórus - não era como se, realmente, precisasse do que ele tinha a lhe oferecer. Apenas não haveria problema se conseguisse. Mas então, quando Néftis pronunciou a frase, quando ela disse "Isso não é justo.", ele parou. Parou, e uma lufada sombria de vento invadiu o palácio de Hórus, como se uma tempestade se projetasse do lado de fora, só que sem trovões. Os Anubites pareceram inquietos, se mexendo um pouco em suas posições, ajoelhados em volta do trono. Anúbis, lentamente, se virou. Se virou, e seu semblante estava tão neutro, tão silencioso e tão fechado como sempre estava - se não ainda mais. Seus olhos se focaram em Néftis, ignorando todo o resto. Não se importou com Hórus, naquele momento. Dizer que algo não era justo, algo sobre o qual ele tinha algum minimo poder não era justo, em frente a ele, O Ultimo Juiz, para Anúbis, era uma ofensa gravissima. Seus
(03:54:46) Anúbis fala para Todos: olhos pareciam estar colados em Néftis. E se ela os olhasse de volta, se ela deixasse seus olhos tocarem os de Anúbis, sentiria que era mais que isso. Aqueles olhos negros, negros e profundos como poços de piche, pareciam tentados a afoga-la ali mesmo. E a sensação era exatamente essa, até que ela os desviasse. O vento ficava mais forte a cada segundo, uivando. Um trovão percorreu os céus do sobremundo, e os Anubites ficaram ainda mais inquietos, rosnando ocasionalmente, sem um alvo especifico. Mas todos eles tinham os olhos em Néftis. Anúbis deu um passo para frente, e o solo dourado do palácio se tingiu de negro sobre sua passada, como se apodrecido pela mera presença do ódio do Deus da Morte. * - Falas de justiça, Néftis. *Néftis, e apenas Néftis. Naquele momento, ela não era sua mãe. Deu mais um passo, e o chão novamente se tingiu sobre sua passada.* - Ousas questionar a justiça dos Deuses perante minha presença. *A voz era tranquila. Apenas soturna, quase um murmúrio, como sempre era. E ele deu mais um
(03:55:20) Anúbis fala para Todos: passo. * - Teu ciume fez com que trocasse de lugar com Isis, para que Seth lhe engravidasse de mim. *E mais um passo. Um trovão explodiu nos céus, e o castelo tremeu.* - Teu ciume fez com que atormentasse Isis dia e noite no plano dos mortais. *Mais um passo. Mais negrume no chão. Mais rosnados, ainda mais altos.* - Tua insanidade, teu ciume patológico, faz querer trazer Isis para cá, e matar o filho que ela carrega no ventre por que não conseguiu estar sobre os braços de Seth desta vez. *O trovão foi ainda mais forte. Uma estatua despencou, espatifando-se no chão. * - Falas de justiça, Néftis. Convido-lhe a visitar-me. Pesaremos seu coração. *E se silênciou. Raios cortavam o céu do lado de fora. A ventania estava absurda. Os Anubites rosnavam, quase incontrolaveis.*
(04:09:12) Sekhmet. fala para Todos: *A Leoa já estava passos à frente quando notou que o cachorro voltou-se para Néftis. Rosnou baixo virando-se para assistir ao teatro feito, riu, desgraçou-se em rir feito uma hiena ensandecida, uma risada tão intensa e cruel que machucaria os ouvidos dos mais sensíveis. Riu de Néftis principalmente, mas uma hora se calou. Após as palavras de Anúbis a Leoa se calou, ficou completamente séria.* - Como está fazendo isso? *Perguntou, para ninguém em especial.* - O que?! *Voltou a rosnar e levou uma das mãos ao ventre, passou as unhas de vagar por cima dele, mas depois afastou a mão e voltou a rir.* - Néftis.... *Virou-se para a Deusa, exibindo um sorriso de dentes fartos.* - Bastet lhe mandou um... Recado.... *Parecia meio chocada ou curiosa por Bastet conseguir fazer aquele tipo de comunicação. Então ergueu uma das mãos, na direção de Néftis, os arqueiros de Hórus se exasperaram, preparando suas armas, ela ergueu a mão espalmada, mas depois... Depois virou a mão, deixando as costas da mão na direção de Néftis
(04:09:45) Sekhmet. fala para Todos: e então.... E então ergueu apenas um dedo, o médio.* ... *Voltou a rir feito uma hiena, achando engraçado tudo aquilo.* - Tudo bem, esse não era o recado dela, mas achei que você deveria MESMO saber o que penso a respeito disso, de qualquer modo... *Pigarreou, como se estivesse limpando a gargante.* - Bastet mandou dizer que, caso você faça alguma coisa a cria de Ísis, tu vai sofrer a mesma dor, não por Anúbis, que já é um burro velho criado. *Deu de ombros.* - Mas a mesma dor, Néftis, tudo que tu fizer Ísis sentir por conta de sua cria, tu vai sentir também mulher. *E então bateu palmas, fortes e de maneira audível.* - PARABÉNS, NÉFTIS! VOCÊ CONSEGUIU A PROESA DE IRRITAR BASTET! ACHO QUE MERECE UM PRÊMIO!!! VOCÊS NÃO ACHAM?!!! *Olhou os demais, mentalmente mandando todos à merda, deu as costas e voltou a andar.* - Diabos, às vezes penso seriamente em pedir demissão. *Resmungou entrando no maldito porta, importando-se nada se Anúbis vinha ou não.*
(04:14:37) Seth. fala para Todos: *Os Sete Chacais se inclinaram por sobre o parapeito da janela. Achavam-se no alto de um prédio em Tel Aviv. Aguardaram por exatos sete segundos e então, com um estrondo ensurdecedor, o prédio da frente veio a baixo.* Isso foi uma unidade do composto daquele projétil do tanque? *O outro assentiu.* Está mais para míssil do que para bala. Que efeito algo assim pode fazer em um deus? *O quinto deu de ombros.* Eu sei lá, mas nos servos vai fazer um belo dum estrago, ainda que não os mate...*[...]* Você... *O deus parecia ofendido.* Tem mantido contato com Hórus? O quê...? Por que não me disse nada...? *Não conseguia se zangar com Ísis, mas aquilo o chateara um bocado.* Suponho que ele tenha te censurado por estar comigo... o que vai fazer? Exilar a mãe também? Autorize-me, Ísis, diga a palavra, dê-me a voz necessária e suficiente para que eu o golpeie com força quando chegar a hora... Você não precisa dele. Ele não pode te proteger aqui. Ninguém pode, senão eu. *E, dizendo isso, Seth puxou o corpo moreno de...
(04:15:07) Seth. fala para Todos: Ísis para junto do seu, deitando-a na cama.* Eu presto atenção em cada palavra sua, mas como posso concentrar-me diante da tua carne? *E a beijou torridamente...* [...] *Hórus estava começando a se zangar. Aqueles dois não iam embora e já haviam lhe arrancando soldados e agora destruíam suas estátuas. Político, como de costume, Hórus procurou lidar com a situação da melhor maneira possível.* Anubis, tenho certeza que Néfits não duvida da Justiça. Acho que num ato de desespero, ela apelou à minha justiça, isto é, aquela sob a minha jurisdição tão somente neste plano. Néftis certamente não seria insolente a ponto de demandar a Suprema Justiça. Certo Néftis? *Emburrada, a deusa concordou.* Pois bem. A justiça de Hórus consiste em dar a cada um o que é seu, minha tia. *Foi a resposta grave do deus falcão enquanto ele já se levantava, retirando-se.* A cria de Ísis e Seth não tem culpa dos erros de nenhum dos dois. Não posso puni-la. Que se aguarde o nascimento da prole para que se julgue Ísis. Quanto a Seth...
(04:15:32) Seth. fala para Todos: este já foi julgado e condenado. Anubis o fez. *E, em silêncio, retirou-se, deixando uma tia furiosa atrás de si. Não havia mais conselho ou assembléia. Que Anubis e Sekhmet voltassem. Hórus já adentrava o palácio. Na verdade, seu pensamento estava em Anubis. Imaginava o quão bravo o primo devia ser, o quaõ resistente, o quão poderoso a fim de encerrar e represar uma grande quantidade de sentimentos. Sim, porque Anubis CONDENARA O PRÓPRIO PAI ao exílio. Ele era o Juiz. Quando Osíris morreu, Seth assumiu. Com a queda de Seth, Anubis foi o Juiz imediato. Ele foi obrigado a julgar com a sua Justa Justiça e, ouvindo Toth, o advogado, e Hórus, o Algoz, enviou o pai ao exílio eterno. Imaginava se Seth não queria sua cabeça, se Anubis não temia por isso, ou se ambos não se relacionavam afetuosamente, marcadamente por um gesto de arrependimento do Chacal. Anubis era um sujeito singular, de fato, mas a proximidade parental entre ele e Seth eram por demais perigosas.*[...]*Destino abriu o livro e leu. Não era um..
(04:15:53) Seth. fala para Todos: livro grande, aparentava ter umas 2 mil páginas. Era pouco, uma vez que continha todos os destinos. Mas toda vez que lia, havia um destino diferente. Desta vez, ele lia para Hórus.* Você, vestindo esse manto monástico, fica assustador. Porque não usa um traje mais adequado como o meu? *A voz de Destino era fraca, como se ele mesmo não existisse.* Sou o que sou. Quer que eu leia de novo? *Hórus fez um gesto negativo. Uma imagem, afinal, valia mais do que mil palavras. Voltou-se para Morfeus, que se achava sob a forma de um menino de cerca de 5 anos de idade, cabelos negros com franja e olhos azuis.* Mostre-me o sonho preconizado por destino... *E, à medida que Destino lia, Morfeus fazia as imagens aparecerem, absurdamente reais. E Hórus podia tocá-las e vivê-las, embora soubesse que era apenas um sonho.* ...e ambos destruiriam a Terra e todo o Sobremundo, e ascenderiam como Rei e Rainha da Suprema Destruição. *Hórus engoliu em seco.* E se o meu plano der certo? *A voz de Destino prosseguiu.* Está escrito...
04:16:19) Seth. fala para Todos: no Livro do Destino a Nonagésima Sexta Hipótese, aquela que se adequa ao seu plano: A Terra sofrerá o dilúvio, as chamas dos céus, a fúria do solo, a seca a fome, as pragas, as tormentas e completa destruição. Os exércitos de Seth marcharão e Sekhmet os abraçará com presas e garras. Ela será contida no centésimo sexto dia após a Última Batalha da Terra e será condenada por Seth à destruição. O Juiz intervirá, libertará Sekhmet e sua fúria será tal que não mais poderá ser contida. Ela arrancará a cria de Ísis e a destruirá. Destruirá Seth e arrancará sua cabeça. O Supremo Deus Falcão, Hórus, irá trancá-la naquele plano. Mas haverá o desequilíbrio e Mâat deverá libertá-la afim de que o universo se destrua e se refaça, pois não pode haver desequilíbrio: Essa é a Lei de Mâat. *O livrou se fechou com um estampido. Hórus estava suando. Apostava num jogo cujas fichas iam além de sua capacidade contributiva. Existiam mais de 300 possibilidades, mas essa que acabara de ouvir era por demais tenebrosa. Tentaria...
(04:16:34) Seth. fala para Todos: discutir sobre o livre arbítrio e a identidade de essência entre Sekhmet e Seth, mas um servo bateu à porta. Governar o Sobremundo era por demais trabalhoso.*
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário