quinta-feira, 26 de novembro de 2009

26 - 11 - 09 - Bastet e Anúbis

(05:24:30) Bastet. fala para Anúbis: *Ao retirar a cabeça de gato e tocar o rosto de Bastet só notaria o obvio; a deusa sequer estava acordada. E demorou bons minutos para que despertasse; minutos que foram suficientes para as servas trazerem água, vinho e frutas ao quarto de Anúbis, nenhuma delas tinha coragem de levantar a cabeça para encarar o rosto descoberto de ambos os Deuses, fizeram tudo sem olhá-los, deixando as coisas e retirando-se.* ... *Quando Bastet abriu os olhos, sua mão buscou pela mão de Anúbis, caso ele estivesse perto, segurar-lhe-ia a mão, apertando-a. Ainda estava fraca, visivelmente abatida e apática, desviou os olhos um segundo para o teto.* - Consegui...? *indagou sua voz doce, aveludada e cansada, tão frágil e distante como ele nunca tinha visto antes. Respirou fundo, uma ou duas vezes e esforçou-se sem sucesso para tentar sentar-se. Voltou o olhar a Anúbis, analítica sobre sua expressão, estava levemente confusa em relação a tudo; lembrava-se da surpresa no semblante humano de Anúbis no outro plano, porém agora ele
(05:24:50) Bastet. fala para Anúbis: parecia... Satisfeito.* - Anupu... *E se calou de novo, não precisava falar, ele sabia que ela não compreendia o que estava acontecendo. Ele sabia que a mente de Bastet não tinha captado o ponto alto nos olhos escuros do Deus. Talvez pelo cansaço e por estar agora, tão esgotada, pela primeira vez, Bastet parecia simplesmente não conseguir ler o que se passava na expressão de Anúbis.*

(05:33:06) Anúbis fala para Bastet.: - Conseguiu. *E ele estava lá, sentado ao lado dela na cama ainda, uma das mãos pousadas sobre o próprio colo, a outra, lhe acariciando o rosto, os cabelos, o pescoço.. Sempre calmamente, sempre tranquilamente. Não havia movido um musculo sequer, desde o momento que chegara e se sentara ao lado dela. * - Não se esforce, Ubasti. *E tocou-lhe, com o indicador, os lábios. Só conseguia imaginar o quão cansada ela estava. O cansaço que havia se abatido sobre ele depois da primeira incorporação em seu cavalo humano havia sido muito, e ainda assim, não tão forte. * - Conseguiu, e o fez de tal maneira, que até a minha passagem foi dificultada. *E não falou aquilo como uma reclamação. Falava aquilo como um elogio, realmente. * - E não se preocupe comigo. Foi tudo.. uma encenação. Pela confiança de meu pai, que ainda não é tão forte quanto deveria ser. *E então, se silenciou, os olhos negros, tão profundos e vazios, como um mergulho no abismo, mirando-lhe o rosto, como se a admirando, até mesmo. Lhe acariciava os
(05:33:14) Anúbis fala para Bastet.: cabelos, agora. Se curvou um pouco, afastando as mãos dela por um instante, para pegar algo no criado-mudo.*

(05:46:24) Bastet. fala para Anúbis: *Olhou-o e deixou-se tocar seus lábios, exibindo um morto sorriso, não se mexeu mais, mantendo-se na cama, afundada feito uma pedra; Anúbis sabia o quanto Bastet detestava ficar parada o quanto ativa e quase hiperativa era a Deusa. Exibindo-se preguiçosa apenas quando inteiramente em sua forma felina. Respirou fundo, deixando a mão que segurava a de Anúbis deslizar pelo braço do deus, os dedos finos fazendo os contornos em sua musculatura, mas não o olhava, focava-se no teto, pensativa.* - Hórus já se pronunciou? *E só então seus olhos voltaram a buscar o olhar do consorte, sabia que Hórus seria o primeiro a se pronunciar, pois possivelmente perderia o contato com Ísis na terra e ia querer explicações e muitas delas, imaginava que Néftis também fosse exigi-las em breve. Olhou-o intrigada quando ele se curvou para o criado-mudo. Bastet calou-se novamente, voltando a imaginar as horas exaustivas que teria de passar dando explicações e ouvindo coisas. Já cansava-se só de pensar, já fatigava-se de imaginar o
(05:47:03) Bastet. fala para Anúbis: que teria que agüentar dali para frente, sem poder fazer a passagem para livrar-se de seus irritantes irmãos, e lembrou-se muito bem porque em todos os casos, sempre preferia tornar-se neutra, apenas absorver e observar os fatos. Não tinha interesse naquela briga de poder - não tanto quanto Anúbis poderia ter - porque não existia um risco verdadeiro para ela, quem podia-lhe revindicar seu lugar? Ninguém. Ninguém podia tirar nada de Bastet.* - Anupu... *E como sempre, calou-se ao pronunciar o nome dele, porém dessa vez não houve nada mais em seu semblante, nada que ele pudesse realmente compreender.*

(05:54:56) Anúbis fala para Bastet.: *Ele voltou, e sua mão trazia um calice do mais puro ouro, coberto de hieróglifos e desenhos tipicos. No interior deste, um liquido cristalino - agua pura, nada melhor, depois de tanto tempo apagada. Vinho provavelmente a deixaria ainda mais cansada, e depois de tanto esforço, atirar frutas em seu estomago talvez a fizesse sentir mal. Sorriu para ela, quando ela lhe murmurou o nome, sorriu-lhe o raro sorriso do rosto imóvel do Deus da Morte, que não era muito, mas vindo dele, era incrivel. * - Não se preocupe com isso agora, Ubasti. Não agora. *E acariciou-lhe o rosto.* - Hórus, Néftis, Toth.. Seus mensageiros foram expulsos, e não irão lhe perturbar até o momento em que se considerar pronta para falar. *E se fez em silêncio, mais uma vez. Ele precisava daqueles segundos de silêncio, quando precisava falar. Era como se precisase do tempo para ter a habilidade que não lhe era costumeira. Depois daqueles segundos de silêncio, ele faria um movimento com o braço, puxando o corpo leve da Deusa para mais perto do
(05:55:02) Anúbis fala para Bastet.: seu, e para que ela levantasse a cabeça. * - Beba. *Falava, porque percebia em Bastet que, pelo cansaço, ela não lhe entendia tão perfeitamente naquele instante. Levou o calice aos lábios da consorte.*

(06:03:01) Bastet. fala para Anúbis: *Deteve-se a observá-o após seu relato sobre os mensageiros dos irmãos e irmãs. Sabia o quanto aquilo deveria ter perturbado a paz dos domínios de Anúbis e o quanto ele zelava por aquela paz, suspirou levemente, emendando antes que o cálice lhe fosse oferecido.* - Perdoe-me, Anupu. Não deveria ter trazido toda esta confusão a tua casa. *Então sentiu-se puxada, sem oferecer resistência, não que lhe fosse do desejo o fazer, era tão simples para ele tê-la daquela forma, apoiou-se nele conforme necessário, relutante diante da água lhe oferecida, não desejava nada naquele segundo, mas não seria ela a desferir tal desfeita a Anúbis, então bebeu. Dois pequenos goles antes de afastar o rosto.* - Seth não compreendeu, não é? *Chegou até mesmo a exibir um sorriso leve diante da possibilidade.* - Cego demais, Anupu, cego demais. *Ergueu uma das mãos, ainda fragilizada, passando os dedos pelos dedos dele.* - Terei de recorrer aos filhos de Seline agora.

(10:57:35) Anúbis fala para Bastet.: *Ele manteve o calice para os lábios cansados de Bastet, até que ela bebesse. Ela não queria, mas ele, talvez por uma preocupação infundada, achava necessario. Mas se satisfez com aqueles pequenos goles, e se inclinou de novo, depositando o cálice dourado novamente no criado-mudo. * - É sua casa também, Ubasti. *E foi isso que disse, apenas isso, sobre as desculpas, sobre ela ter levado o problema as portas do Submundo. Ele não achava, realmente, que aquilo era culpa de Bastet. Era culpa dos outros Deuses, tão incomodados, tão curiosos, que portavam-se sem a elegância que lhes era necessaria, sem o toque, sem a postura. Estavam agindo como camponeses. Como crianças. Concorcou, com um movimento da cabeça, quando ela disse sobre Seth. De fato, o pai não havia compreendido. Não como era necessário. Não a verdade por trás das palavras de Bastet. Ele não havia entendido a dimensão do que a Deusa-Gato havia feito. As mãos cor de cobre do Deus em sua forma natural acariciavam ainda Bastet, levemente, com a ponta
(10:57:45) Anúbis fala para Bastet.: dos dedos apenas. O fazia no braço, vez ou outra no rosto. Ficou alguns momentos em silêncio, antes de responder a informação sobre os filhos de Seline. * - Estive pensando sobre isto, também. Foi lento e demorado para mim encontrar o receptaculo adequado, fazer a passagem longe dos portais... Mas você, Ubasti, está presente em todos eles. Será simples, imagino.

(11:12:37) Bastet. fala para Anúbis: *Bastet se limitou apenas aqueles pequenos goles e agradeceu o fato dele não tentar lhe forçar a beber mais nada ou comer. Ficou em contemplativo silêncio enquanto Anúbis falava. Virou-se na direção dele, passando um dos braços pela cintura do Deus e apoiando seu rosto no corpo de Anúbis. Não respondeu quando ele falou sobre ser sua casa também, não era necessário dar uma resposta, ela sabia, Anúbis também e talvez por isso, por aquele detalhe tão aparentemente simples entre eles, talvez apenas e unicamente por isso, as coisas funcionassem tão facilmente entre eles.* … *Ela permaneceu assim, por bons minutos, apenas aninhada ao Deus naquela posição, às vezes apertava-o contra si apenas para sentir-lheo cheiro. Quanto tempo, Bastet? Quanto tempo não ficava naquele plano por tantas horas... Dias... Quanto tempo, Bastet? Aquilo martelava em sua mente, a possibilidade de não poder retornar ao plano terrestre – não do modo como fazia antes – a possibilidade de ter que ocupar-se dos filhos de Seline, respirou
(11:12:49) Bastet. fala para Anúbis: fundo, acariciando o peito de Anúbis com as pontas das garras.* - É mais ou menos como para você, Anupu. Eu preciso da permissão, a única diferença é que dividirei com eles. Não sei como funciona contigo e com teu receptáculo, mas com os Filhos de Seline, nós seremos um só. Eles me ouviram e eu os ouvirei. Mas preciso de vossas permissões e tenho um tempo para permanecer. É exaustivo para mim e para eles.

(11:30:06) Anúbis fala para Bastet.: *Deixou que ela nele se aninhasse, deixou que sua cabeça se apoiasse no próprio corpo, e a recebeu em seus braços. Bastet, ao menos para Anúbis, estava obviamente não só cansada, como triste. Triste por ter perdido o que lhe era fundamental, e o que era fundamental a todos os felinos, de todos os tamanhos: a liberdade. Lhe afagava, sempre devagar, sem pressa ou afobação, os cabelos dela. Anúbis tinha um costume estranho: Geralmente, os carinhos que entregava a Deusa em forma humana, se assemelhavam muito aos que lhe entregava em forma felina. Quando ela voltou a falar, ele a ouviu com atenção, os negros e mortiferos sobre os da Deusa-Gata. Anúbis tinha muito o que pensar? Sem dúvida. Muito o que planejar, muito o que descobrir.. E muitas pessoas e criaturas com quem falar, também. Mas, naquele momento, focava-se em Bastet. Não que seus outros afazeres não lhe passassem a cabeça, pois passavam. * ... *Poderia explicar a ela, com detalhes, como havia encontrado, e como havia sido a troca e a decisão de ambos
(11:30:20) Anúbis fala para Bastet.: para o uso do corpo de seu receptaculo. Mas não era aquilo que interessava a Bastet. Lhe interessava outra coisa. * - Podemos procurar, Ubasti. Como procurei o meu, podemos achar-lhe um receptaculo ideal. Um corpo que seja quase.. confortavel.

(11:45:49) Bastet. fala para Anúbis: - Anupu... *E o apertou ainda mais, desconcertada. Bastet não parecia se incomodar com o fato das caricias serem tão parecidas, na verdade, até exibia apreciar aquele tipo de carinho. Esfregou de leve a face contra o corpo de Anúbis, ele sabia, sabia que Bastet era boa para esperar, mas não era boa quando as coisas lhe eram negadas, quando as portas lhe eram fechadas; fato era que, Bastet, como todo bom felino, não lidava bem com limites impostos por terceiros.* - Isso pode demorar tanto Anupu... Tanto. *Respirou fundo, erguendo o corpo um pouco mais, levantou a cabeça, os olhos azuis de íris felinas buscando o negrume dos olhos de Anúbis. As garras continuavam a lhe afagar o peito devagar.* - Resta esperar... Esperar para ver como Seth vai reagir, como Hórus vai agir e o que Néftis vai fazer quando descobrir que não pode mais atormentar Ísis. *Ergueu-se mais um pouco, até aproximar o rosto do dele, e beijou-lhe delicadamente os lábios, calando os pensamentos ao afogar-se no gosto de Anúbis em sua língua.
(11:45:55) Bastet. fala para Anúbis: Apertou-o com mais força, deixando que o beijo se estendesse por mais alguns incontáveis minutos, até afastar-se de leve.* - Talvez seja um presagio, Anupu... Existe algo que necessito que saiba. *Então deitou-se de novo, o corpo esticando-se sobre a cama. Segurou com a mão uma das mãos de Anúbis e conduziu-a delicadamente até o ventre.* … *Fez-se silêncio entre os olhares, ela não sorriu, não disse nada, não explicou, porque sabia que ele entenderia onde queria chegar.*

(12:09:02) Anúbis fala para Bastet.: - Eu não tinha olhos por todo o mundo, não busquei a ajuda de meus filhos. O trabalho que fiz, levou anos. Mas, se feito por todos os filhotes de Seline.. *E lhe tocou o rosto com a mão em forma de concha, quando ela o levantou, lhe focando os olhos negros, aqueles fundos e imortais poços de piche. Meneou a cabeça de leve, positivamente, ainda dando-se aos movimentos de face que não lhe eram costumeiros, em respeito a condição em que Bastet, sua Bastet, encontrava-se no momento, tão debilitada. Ela tinha razão. Precisavam, antes de continuar planejando, antes de continuar pensando, esperar as reações. Ouvir as palavras de Hórus, de Néftis, de Toth, de Maat, Hathor... De todos, na verdade. Precisavam esperar todas as reações. E Anúbis já começava a imagina-las. Imagina-las, e pensar nas possiveis contra-reações necessarias, como sempre, sempre fazia. Quando ela o beijou, ele recebeu os lábios de Bastet, entre-abrindo os seus, e deixando que as bocas, as linguas, se tocassem por aqueles incontaveis minutos,
(12:09:10) Anúbis fala para Bastet.: passavam tão lentos, quando a tinha segura e envolta em seus braços, os corpos colados. A manteve proxima a si, ela segura um pouco acima da cama pelos braços cor de cobre do Deus, ele um tanto inclinado sobre ela, para que não precisasse tanto se erguer. Seus olhos brilharam com atenção, quando ela voltou a falar. Mais palavras. Mais novidades. E Bastet, Bastet nunca estava errada. Por um segundo, ficou sem reação. Diferente do que havia montado em frente a Isis e Seth, naquele momento, estava realmente surpreso. Deixou sua mão ser conduzida, deitando-a novamente na cama enquanto isso, e a olhou, no fundo de seus olhos. Sua face não se alterou, nem mesmo um milimetro. Não odia forçar as reações e os movimentos que não lhe vinham naturalmente. Não diante de tal noticia... * ... *Anúbis se inclinou, tocando, com os lábios, o ventre de Bastet. *

(12:23:20) Bastet. fala para Anúbis: *Limitou-se a acariciar os cabelos de Anúbis, que encontrava-se com o rosto em seu ventre, sem pronunciar-lhe mais nenhuma palavra. Passou os dedos devagar pelos cabelos do Deus do submundo, sempre com aquela sua delicadeza, sempre de maneira sutil e quase impossível de sentir, se não fosse Anúbis, claro.* - Anupu... Não tenho tanta certeza... É... Apenas uma desconfiança. *Não queria lhe plantar falsas noticias ou esperanças – não que achasse mesmo que Anúbis tivesse esperanças em relação aquele assunto – porém, ela própria ainda não nutria certeza do acontecimento. Limitou-se a suspirar mais uma vez, repousando os dedos finos dotados de garras afiadas sobre o ventre.* - Não disse-lhe antes porque não queria assustá-lo, sei que ficaria tenso em deixar-me tanto tempo entre os mortais se soubesse de minha desconfiança a isso. *Deixaria ele levantar-se, caso fosse isso que desejasse.* - Os filhos de Seline tem suas próprias lutas, Anupu. Não posso tomá-los para mim em busca de algo desta maneira. E caso...
(12:23:39) Bastet. fala para Anúbis: *Voltou a tocar o ventre com as pontas dos dedos, sempre delicada, sempre fazendo ser desnecessária as palavras. Sorriu-lhe de leve, engatando-se em uma pequena piada.* - Duvido que o pai de minha cria deixe-me ficar zanzado por ai. *Diante de Anúbis, diante de seus olhos negros e profundos, Bastet tornava-se dócil e meiga, tão diferente da postura diante de seus outros irmãos, tão diferente de tudo que se conhecia dela no panteão. Diante dele, era apenas sua e tão somente sua Bastet.*

(12:38:24) Anúbis fala para Bastet.: *Os cabelos finos e negros, tipicamente egipicios, eram presos em uma trança, que descia até o meio de suas costas, e alguns fios se soltaram, diante do toque de Bastet. Ele não pareceu se importar, e realmente não o fazia. Beijo-lhe mais algumas vezes, dando uma volta completa no umbigo da consorte, antes de apenas se erguer um pouco, as mãos espalmadas na cama, uma a cada lado do torso da Deusa. Anúbis, diferente do que talvez Bastet pudesse imaginar, estava sim, feliz pela noticia. Seu primeiro filho... Mas, por outro lado, aquilo lhe afetava, de certa forma. Não deixaria Bastet abrir a passagem - e nem mesmo cogitaria pedir isso, como pretendia, agora que ela carregava um filho seu em seu ventre. Ouviu as palavras dela até o fim, se abaixou mais, entrelaçando os lábios nos dela por um breve momento, puxando o inferior consigo por um instante, quando afastou o rosto. Sorriu de leve, como sempre fazia, mas ela sabia. Sabia que aquele sorriso, era verdadeiro. * - Não deixarei. *E uma das mãos que estavam
(12:38:31) Anúbis fala para Bastet.: mãos que estavam espalmadas sobre o colchão lhe acariciaram a lateral do rosto, com as costas dos dedos. * - Ele está aqui, Ubasti. Eu posso sentir.

(01:03:40) Bastet. fala para Anúbis: *Bastet sorria diante da reação de Anúbis, dos repetidos beijos sobre seu ventre. Sentiu-se estranhamente protegida, quando ele postou-se naquela posição sobre a cama, com uma mão para cada lado de seu corpo, como se não pretendesse deixá-la mais escapar, passou os dedos lentamente pelo braço dele, observando os contornos de seus músculos.* - Não pense você que vai me trancafiar aqui, óh poderoso Anúbis. *Deixou um riso fraco e curto escapar-lhe dos lábios, quando voltou o rosto para ele. Levantou a mão, contornando os lábios dele quando ele deu aquele breve e curto sorriso, o tamanho do sorriso de Anúbis para ela não era importante, o que realmente contava para os olhos azuis de gato era que ele sorria.* … *Fechou os olhos inclinando o rosto na direção da mão que lhe tocava a face tão delicadamente, mas as palavras de Anúbis a fizeram abrir os olhos de novo, dessa vez séria, com uma clara expressão de surpresa, levou a mão até o ventre novamente.* - Pode...? *Mordeu os lábios de maneira sutil, tentando assim
(01:03:51) Bastet. fala para Anúbis: como Anúbis encontrar algo lá, porque ela não conseguia? Respirou fundo afastando a mão deixando-a repousar sobre a cama devagar.* - Ele está brincando comigo então.

(01:18:59) Anúbis fala para Bastet.: - Não está... pronto, ainda. Eu só sinto a presença de outra alma dentro de você. *Comentou, depois que ela disse que a cria de ambos - ou crias, quem poderia saber?, estava a brincar com ela, impedindo que ela sentisse sua presença dentro de seu corpo. Até mesmo para Anúbis, era dificil. Era algo tão pequeno.. tão infimo, que talvez, o Deus suspeitava, não fosse nem mesmo uma alma por si, e apenas a ligação do pequeno corpo que se formava, com a alma que deveria estar a passar pelos preparamentos para encarna-lo, ou com a criação de uma nova. Ficou em silêncio então, deixando que ela lhe tocasse, que delineasse os contornos dos musculos ou dos lábios, como bem entendesse. Os dedos da mão que lhe acariciavam o rosto tocaram os fios do cabelo, enrolando-os por um momento, antes de se voltarem a ela, mais uma vez. Fez tudo aquilo em silêncio, como se pensasse. * - Não... conte aos outros. Não ainda. *E disse aquilo de maneira um tanto séria, talvez preocupada - ainda que, para quem mais ouvisse, seria apenas a
(01:19:13) Anúbis fala para Bastet.: a voz de Anúbis, neutra como sempre. Mas Bastet sabia. Ela sempre sabia. * - Não queremos a inveja de todo o panteão sobre nossas cabeças. Não ainda mais.

(01:45:19) Bastet. fala para Anúbis: *Apenas calou-se diante do “não está pronto” compreendia aonde Anúbis queria chegar e não precisava mesmo saber mais do que isso. Ficou a imaginar a repercussão daquilo, ela vinha guardando esse segredo há semanas – no tempo dos mortais há meses – sem que ninguém nunca desconfiasse de nada, afinal, era Bastet, sempre guardada para si. Apesar de agora ter certeza que o relacionamento de ambos estava exposto como o Sol, aquilo.. Aquilo não precisava vir à tona tão rapidamente. E Anúbis parecia lhe seus pensamentos.* … *Sorriu-lhe docemente, novamente passando os dedos pelo rosto dele. Às vezes, Bastet chegava a acreditar que existia mais alguma coisa entre eles, algo que os unia assim, tão perfeita e silenciosamente, em um sincronismo tão puro e desnecessário de palavras.* - Os assuntos de Bastet só interessam a Bastet, Anupu. *Sorriu-lhe de novo, deixando que a mão escorregasse lentamente pelo peito desnudo do Deus.* - Não te inquiete agora, quando mais se precisa que fiquei em paz. *Era Bastet afinal, sabia
(01:45:47) Bastet. fala para Anúbis: afinal, sabia o que se passava com ele.* - Descanse, Anupu, venha... *Abriu-lhe os braços para recebê-lo, desejosa de tê-lo junto a si.* - Pensemos na inveja do panteão depois.

(02:00:45) Anúbis fala para Bastet.: *Não disse mais nada. Não havia motivo para dizer. Os pés se desvencilharam das pequenas sandalias de tiras de couro que vestia, quando se inclinou para beija-la mais uma vez, fechando os olhos, e, por aquele instante, mergulhando nos lábios e na boca de Bastet, a Deusa Gato. Virou o corpo, após o beijo, de maneira que subisse na cama, mesmo sobre os lençóis brancos, já que, naquele instante, não desejava afastar-se para poder levantar o fino e flúido tecido. Buscou expulsar de sua mente os planos, as maquinações, as hipoteses, as preocupações. Buscou arrancar de sua mente Seth, Isis, Hórus e todos os outros Deuses, deixando lá apenas Bastet, e o pequeno deus - ou deusa - que estava a se gerar dentro do ventre da mulher ao seu lado. Deitou-se na cama, a trança negra ficando presa por baixo de suas costas, e puxando Bastet para si, entrando nos braços da consorte, que a recebendo nos seus, sempre em silêncio, sempre daquela maneira que lhes era tão unicamente singular, e ainda assim, tão perfeita. Notava como
(02:00:52) Anúbis fala para Bastet.: a Deusa já estava mehor, mais descansada de seu pequeno truque. *

E acaba-se aqui, entre lençóis.

4 comentários:

  1. Isso foi retirado de onde? Não seria do Livro dos Mortos? Ou então de algum livro da mitologia egipcia? De qualquer forma adorei o relato

    ResponderExcluir
  2. Nossa, que lindo relato! Que lindo conto!

    ResponderExcluir
  3. Nossa, que lindo relato! Que lindo conto!

    ResponderExcluir
  4. Olá, tem referências bibliográficas? Achei o poema belíssimo e gostaria de saber onde foi tirado. Obg!

    ResponderExcluir